New Alamein, Egito – O desembarque da seleção egípcia de futebol na última sexta-feira (10) transformou o Aeroporto Internacional de Alamein em um mar de bandeiras e cânticos patrióticos. Após o retorno da América do Norte, os jogadores e a comissão técnica foram recebidos por uma multidão que carregava faixas declarando o orgulho da nação pela campanha histórica. Entre as homenagens, rostos de Mohamed Salah estampavam cartazes com mensagens de agradecimento ao capitão da equipe.
A euforia continuou pelas vias de New Alamein, onde o elenco desfilou em um ônibus aberto. O reconhecimento não ficou restrito ao desempenho esportivo. Torcedores fizeram questão de exibir cartazes do técnico Hossam Hassan envolto em uma bandeira palestina, gesto que ecoou o posicionamento do treinador ao longo do torneio. O maior artilheiro da história do país carregou o símbolo palestino em diversas partidas e utilizou as coletivas de imprensa para manifestar apoio aos direitos do povo daquela região.
O clima festivo contrastou com a frustração técnica das oitavas de final, quando o Egito sofreu uma virada dramática para a Argentina. Após abrir 2 a 0, a equipe permitiu três gols de Lionel Messi e companhia nos últimos 11 minutos de jogo. O revés, contudo, não manchou o balanço final: esta foi a melhor participação do país em Copas do Mundo, marcada por uma vitória sobre a Nova Zelândia na fase de grupos e a eliminação da Austrália nos pênaltis.
A confiança da Federação Egípcia de Futebol na gestão de Hossam Hassan permanece inabalável. Antes mesmo da chegada do grupo ao país, a entidade oficializou a renovação do contrato do treinador e de seu irmão gêmeo, o auxiliar Ibrahim Hassan. Embora os termos oficiais não tenham sido detalhados, informações da imprensa local sugerem um vínculo estendido até 2030.
Desde que assumiu o comando técnico em 2024, o veterano de 59 anos transformou o futebol nacional. Ele guiou o Egito às semifinais da Copa Africana das Nações de 2025 e encerrou um jejum de oito anos sem presença em Mundiais, acumulando um saldo de 20 vitórias, nove empates e apenas seis derrotas em seu período à frente do time. O próximo passo da agenda oficial dos jogadores ocorre neste sábado (11), com uma recepção organizada pelo presidente Abdel Fattah al-Sisi.










