Ibatiba (ES) – A força das tempestades que atingiram o território chinês deixou um saldo trágico de pelo menos 15 mortos e espalhou destruição por várias regiões do país. O cenário mais crítico se concentrou na província de Hubei, castigada pela passagem de tornados de intensidade incomum para a região. Ventos violentos que alcançaram a marca de 149 km/h arrastaram o que viram pela frente: destelharam residências, capotaram automóveis e comprometeram a estrutura de edifícios inteiros.
Diante do avanço rápido das inundações provocadas pelo acúmulo de água, milhares de moradores precisaram abandonar suas casas às pressas em busca de abrigo seguro. O drama da população local, contudo, ainda não terminou. As equipes de emergência e as autoridades meteorológicas monitoram em tempo real a trajetória do supertufão Bavi. A expectativa é que o fenômeno alcance a costa leste da China nos próximos dias, mantendo o país em estado de alerta máximo para novos desastres.
A devastação das monções na Índia
O quadro de instabilidade climática se estende pela Ásia meridional. Na Índia, o período de chuvas de monção continua mostrando sua face mais destrutiva. Diferentes estados indianos enfrentam o transbordamento de rios e enxurradas repentinas, que cobriram ruas inteiras, invadiram residências e interromperam a circulação nas ferrovias locais.
O impacto das tempestades se mostrou severo na região da Caxemira indiana. Lá, o solo encharcado deu lugar a avalanches de lama e pedras de grande porte que desceram pelas encostas, esmagando moradias e danificando gravemente os veículos que estavam estacionados nas vias públicas. Sem trégua à vista, o serviço meteorológico indiano manteve vigentes os alertas para a ocorrência de novas chuvas fortes, sinalizando um risco iminente de mais inundações e novos deslizamentos de terra.
Tragédia no maior campo de refugiados do mundo
Em Bangladesh, a combinação de solo instável e precipitação contínua resultou em tragédia dentro de Cox’s Bazar, considerado o maior campo de refugiados do planeta. Deslizamentos de terra soterraram diversos abrigos improvisados em um momento de extrema vulnerabilidade, enquanto as famílias dormiam no interior das habitações.
As encostas íngremes do campo abrigam milhares de refugiados rohingya, que vivem em estruturas precárias e sem qualquer proteção contra as forças da natureza. Diante da fragilidade do terreno e da previsão de mais instabilidade climática, os órgãos de Defesa Civil locais emitiram alertas claros para a possibilidade de novas quedas de barreiras e deslizamentos nas próximas horas.
O avanço do fogo no sul da Europa
Do outro lado do mapa, o sofrimento humano decorrente do clima se desenha por meio do calor extremo. O sul da Europa enfrenta uma forte onda de calor que atua como combustível para os incêndios florestais na Espanha, França e Portugal. Para tentar conter o avanço das chamas, os governos desses três países mobilizaram milhares de bombeiros em operações de alta complexidade.
Na Espanha, o avanço rápido das chamas obrigou a retirada emergencial de moradores locais e turistas que estavam em áreas de risco direto. Outras localidades espanholas adotaram medidas severas de confinamento para proteger a população dos efeitos nocivos da fumaça e do calor. O trabalho exaustivo das brigadas de incêndio esbarra em dois fatores que dificultam o controle da situação: os termômetros elevados e os ventos fortes e inconstantes que espalham as fagulhas pela vegetação seca.










