Nova Jersey, Estados Unidos – O fracasso da seleção brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo, selado pela derrota por 2 a 1 para a Noruega nesta segunda-feira (6) em Nova Jersey, ocupou as manchetes dos principais veículos esportivos do globo. O revés, que encerra precocemente a trajetória do time de Carlo Ancelotti nos Estados Unidos, foi recebido com uma mistura de ironia e análise técnica severa sobre a perda de identidade do futebol pentacampeão.
Na Argentina, o jornal Olé reservou seu maior destaque à queda brasileira, questionando o afastamento do país em relação ao seu histórico de posse de bola e refinamento técnico. A publicação argentina foi taxativa ao classificar a eliminação como uma consequência direta do abandono do DNA que, por décadas, definiu a escola brasileira no cenário mundial.
O italiano Corriere dello Sport, por sua vez, focou no desempenho de Erling Haaland, autor dos dois gols noruegueses. O diário, que é comandado por compatriotas de Ancelotti, descreveu a atual geração como um grupo operário e de lampejos episódicos. O texto ainda aproveitou para alfinetar a própria realidade da Itália, ausente da competição pela terceira vez consecutiva, reconhecendo que a Noruega se provou um adversário letal nas eliminatórias.
Já na Espanha, o jornal Marca dissecou as decisões táticas tomadas durante o confronto. A análise apontou que a entrada de Danilo Santos e Neymar, aos 22 minutos da etapa final, desmoronou o equilíbrio coletivo do esquema montado por Ancelotti ao reposicionar Endrick. O veículo espanhol também expressou estranheza pela ausência de Vinícius Júnior na cobrança do pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães no primeiro tempo, argumentando que, como protagonista central do projeto, o atacante deveria ter assumido a responsabilidade no momento mais crítico do embate.
Em Portugal, a cobertura do A Bola adotou uma perspectiva mais benevolente em relação a Vinícius Júnior. Embora tenha lamentado o adeus precoce, o diário português classificou a saída da seleção como um desfecho cruel para o atacante. A reportagem ressaltou a assistência precisa oferecida a Endrick — que, diante da meta, perdeu a oportunidade que poderia ter mudado o destino do escrete nas quartas de final. Com esse resultado, o Brasil amplia seu jejum em mundiais, atingindo, na próxima edição do torneio, a marca de 28 anos sem erguer a taça.








