Brasília (DF) – O cenário para quem busca estabilidade no serviço público mudou na última sexta-feira (3). Com a publicação das portarias nº 5.505 e nº 5.508 no Diário Oficial da União, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) formalizou a autorização para que a Receita Federal e o Banco Central (BC) deem início aos processos de seleção para novos servidores. Ao todo, são 316 vagas em disputa entre os dois órgãos.
A estrutura de distribuição das oportunidades segue critérios específicos de cada instituição. No caso da Receita Federal, o foco é o reforço na fiscalização, totalizando 146 vagas destinadas a cargos de nível superior. Desse montante, 116 postos são voltados para Analista Tributário, enquanto 30 vagas foram reservadas para Auditor Fiscal.
Já no Banco Central, a demanda abrange diferentes níveis de escolaridade para somar 170 novos integrantes. A divisão contempla 100 vagas para o cargo de auditor, exigindo nível superior, e outras 20 para procurador, também de nível superior. A parcela restante, composta por 50 vagas, é destinada ao cargo de técnico, que exige nível intermediário.
A assinatura das portarias pela ministra Esther Dweck marca o início da contagem regressiva para a burocracia das seleções. A partir da data de publicação, as instituições dispõem de um limite máximo de seis meses para que os editais de abertura sejam efetivamente divulgados. O descumprimento desse prazo acarreta a perda imediata da validade das autorizações concedidas.
O cronograma, no entanto, não termina com a publicação do edital. As regras estabelecidas pelo MGI impõem que, uma vez que o documento seja disponibilizado ao público, o intervalo mínimo entre essa divulgação e a aplicação da primeira fase das provas deve ser de dois meses. Esse período, em tese, serve para que os candidatos organizem a preparação antes do exame.
Resta agora o trabalho administrativo interno de cada órgão para definir as bancas examinadoras e finalizar os detalhes dos editais que guiarão os certames. O movimento atende a uma necessidade de reposição e reforço das equipes em áreas estratégicas para a economia nacional.











