Houston, Estados Unidos – O palco está montado em Houston. Às 14h desta partida válida pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira entra em campo com a estratégia definida. Carlo Ancelotti optou pela continuidade e repete a equipe que construiu o 3 a 0 sobre a Escócia na última quarta-feira, em Miami.
A escalação que busca a vaga nas próximas etapas do torneio terá Alisson no gol, protegendo uma linha defensiva formada por Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos. No meio-campo, Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá conduzem a transição para o setor ofensivo, composto por Rayan, Matheus Cunha e Vinícius Júnior. Raphinha continua sendo o único ausente, tratando uma lesão muscular na coxa direita que o afastou dos gramados desde o confronto contra o Haiti, na Filadélfia.
Curiosamente, Neymar ficará novamente no banco de reservas. O camisa 10, que soma nove gols em cinco encontros diante dos japoneses — sua maior vítima com a Amarelinha —, aprimora a forma física após uma lesão na panturrilha. Ele chegou a somar minutos contra os escoceses, mas a comissão técnica prefere cautela com o craque.
O histórico pesa a favor do Brasil: em 14 embates, foram 11 vitórias e dois empates. Contudo, o Japão não é mais um adversário que se entrega facilmente. A única derrota brasileira na série ocorreu em outubro passado, em Tóquio, quando os Samurais Azuis viraram o placar para 3 a 2.
Hajime Moriyasu promoveu mudanças significativas na equipe japonesa em comparação ao empate com a Suécia. O técnico japonês fez quatro trocas, trazendo Zion Suzuki; Takehiro Tomiyasu, Shogo Taniguchi e Hiroki Ito; Keito Nakamura, Junya Ito, Kaishu Sano e Ritsu Doan; além de Daizen Maeda, Daichi Kamada e Ayase Ueda para o desafio. A estratégia precisou contornar ausências sentidas, como a de Kou Itakura, que sofreu uma lesão na coxa esquerda, e do meia Takefusa Kubo, impossibilitado de atuar por problemas no joelho.
A pressão em Houston é alta. O vencedor desta tarde segue vivo na busca pelo título mundial, enquanto o derrotado encerra sua trajetória na competição. Resta saber se a manutenção do time de Ancelotti será suficiente para superar as alterações táticas propostas pelos japoneses.






