Houston, Estados Unidos – O mistério tomou conta da entrevista coletiva na noite deste domingo, em Houston. Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, fechou questão sobre a escalação para o confronto desta segunda-feira, às 14h (de Brasília), contra o Japão. O duelo, que marca a estreia das duas equipes no mata-mata da Copa do Mundo, acontece no NRG Stadium, palco conhecido pelo sistema de climatização que promete amenizar o calor texano.
Ao ser provocado sobre a equipe que iniciará a partida, o treinador recorreu ao bom humor para justificar o silêncio. “Não quero dar a escalação. Não quero que vocês fiquem tranquilos”, disparou aos jornalistas, sugerindo que o suspense faz parte da estratégia de preparação. Segundo o comandante, os atletas que efetivamente entrarão em campo já possuem ciência da responsabilidade, enquanto a incerteza paira apenas sobre o lado de fora do gramado.
Apesar da postura reticente quanto aos nomes, Ancelotti não escondeu a satisfação com o rendimento recente do grupo. O treinador destacou a fluidez ofensiva demonstrada na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, na última quarta-feira, apontando a movimentação de Matheus Cunha, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá como o caminho ideal para confundir a defesa japonesa. A ideia é evitar posições fixas, tirando as referências dos marcadores rivais.
A torcida brasileira acompanha de perto a situação de Neymar. Recuperando-se de uma lesão muscular que o tirou dos gramados por quase um mês, o camisa 10 teve seus primeiros 15 minutos de ação justamente contra os escoceses. De acordo com o técnico, o atacante segue em franca evolução física, embora ainda dependa do cenário da partida desta segunda para ganhar mais minutagem. “Pode jogar 15 minutos, obviamente está bastante bem”, pontuou.
Mesmo com a estratégia de esconder as cartas até o último momento, tudo indica que o Brasil pode repetir, pela primeira vez sob o comando do atual técnico, a mesma equipe que iniciou o compromisso anterior. Caso a tendência se confirme, o time titular deverá contar com Alisson no gol; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos compondo o sistema defensivo; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio-campo; e um trio ofensivo formado por Rayan, Matheus Cunha e Vinicius Júnior.
O clima é de otimismo nos bastidores, com o treinador enfatizando a necessidade de equilíbrio emocional para lidar com os imprevistos comuns às eliminatórias. Resta saber se o plano de jogo, preservado até os minutos finais, será suficiente para superar os japoneses e garantir a classificação para a próxima etapa da competição.








