Los Angeles, Estados Unidos – O roteiro se repete nesta Copa do Mundo de 2026. Seleções colocadas como azarões estão transformando a resistência defensiva em uma arma letal contra gigantes. Foi o que se viu neste domingo, dia 21, no gramado de Los Angeles, onde o Irã segurou a Bélgica em um 0 a 0 que bagunça as contas do Grupo G.
A estatística da partida revela um cenário de total pressão europeia. A Bélgica manteve a posse de bola durante 56% do tempo, contra apenas 32% dos iranianos, e acumulou 21 finalizações, triplicando o volume ofensivo do adversário. Ainda assim, a eficiência passou longe da rede. O momento de maior apreensão para os belgas veio logo na primeira etapa, quando Taremi chegou a marcar, mas o lance foi anulado por impedimento em uma jogada de bola parada muito bem executada.
O jogo mudou de figura no segundo tempo. A expulsão de Ngoy, que parou uma chance clara de gol iraniano com uma falta dura, obrigou a Bélgica a recuar. Mesmo com a vantagem numérica, o Irã manteve a disciplina tática e a postura conservadora, confiando plenamente em seu paredão sob as traves. Beiranvand não apenas fechou o gol, como realizou uma série de intervenções difíceis que frustraram as tentativas de vitória da equipe belga.
Agora, a situação da chave está totalmente aberta. Bélgica e Irã somam dois pontos após dois jogos. Egito e Nova Zelândia, que completam a rodada neste domingo à noite, possuem um ponto cada, o que eleva a tensão para o desfecho da fase de grupos.
O destino das seleções será selado na madrugada de sábado, dia 27. A Bélgica viaja até Vancouver para medir forças contra a Nova Zelândia em busca de seus primeiros três pontos no torneio. Já o Irã encara o Egito, em Seattle, com o sonho vivo de alcançar a fase mata-mata da competição pela primeira vez em sua história.







