A possibilidade de extinguir a obrigatoriedade dos cursos de formação teórica e prática para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foi tema de debate na sessão extraordinária da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) nesta terça-feira (26). A proposta tem sido defendida pelo ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), com o argumento de reduzir custos para quem deseja tirar o documento.
O deputado Mazinho dos Anjos (PSDB) afirmou que se reuniu com representantes das autoescolas capixabas, que demonstraram preocupação com a iniciativa. Segundo ele, o Espírito Santo conta com cerca de 250 empreendimentos do setor, responsáveis por 2 mil empregos diretos e outros 3 mil indiretos.
“São micro e pequenas empresas que ajudam na formação de condutores. Eles estão preocupados com essa articulação do ministro, que pretende acabar com os cursos de formação para a CNH sem ouvir a sociedade, os Detrans e as próprias autoescolas”, declarou Mazinho.
O parlamentar destacou que mais de 35 mil pessoas morrem em acidentes de trânsito anualmente no Brasil e alertou para os riscos de má formação dos condutores caso a medida seja aprovada. “Se tirarmos qualquer rigor na qualificação de quem vai dirigir, é muita responsabilidade, porque um carro pode virar uma arma”, disse.
Além do impacto na segurança viária, Mazinho também mencionou prejuízos econômicos, com possível fechamento de empresas e perda de empregos, além de dificuldades adicionais para os Detrans fiscalizarem sem o apoio das autoescolas.