Dubai, Emirados Árabes Unidos – O Reino Unido passou a ocupar a segunda posição entre os maiores doadores do Fundo Amazônia após uma nova contribuição que elevou o total destinado ao mecanismo para aproximadamente R$ 500 milhões. A segunda doação do país foi de cerca de R$ 270 milhões, somando quase meio bilhão de reais.
O dinheiro se conecta a um acordo assinado ainda durante a COP28, em Dubai, em 2023. Com esse novo aporte, o fundo recebe reforço para ações que buscam reduzir o desmatamento florestal, dentro do desenho financeiro criado para recompensar resultados.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os recursos do Fundo Amazônia sustentam iniciativas voltadas à proteção da floresta, à geração de renda para populações da região e ao apoio a uma nova “economia verde”. Na prática, o financiamento é direcionado para prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de produção sustentável, bioeconomia e restauração, incluindo regularização ambiental e territorial.
O Fundo Amazônia foi criado em 2008. Hoje, ele soma mais de R$ 5 bilhões e tem 153 projetos aprovados, abrangendo 169 Terras Indígenas e 192 Unidades de Conservação, com ações chegando a 260 mil pessoas. A expansão do número de projetos e áreas atendidas acompanha a retomada do fundo em 2023.
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, lembrou que, desde a retomada, sete novos governos doadores se juntaram à Noruega e à Alemanha. Além do Reino Unido, também contribuíram Suíça, Dinamarca, União Europeia, Estados Unidos, Irlanda e Japão.
Segundo Campello, o recurso entrou nos cofres do governo brasileiro vindo da Inglaterra e coloca o país como segundo maior doador, “seguindo a Noruega”. Ela destacou ainda que o número de doadores do fundo passou de dois para nove, sinalizando o avanço do Brasil na agenda ligada à redução de emissões.
A diretora também afirmou que as doações ao Fundo Amazônia funcionam como pagamentos por resultados de reduções já alcançadas pelo Brasil na contenção de emissões de CO2. No modelo descrito, o país reduz o desmatamento, recebe recursos internacionais e reinveste em proteção da floresta, povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, além de estados, municípios e organizações locais.












