O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, decretou estado de calamidade pública após chuvas intensas atingirem o estado desde a última sexta-feira, primeiro de novembro. A medida visa agilizar a resposta aos danos causados pelo temporal, que já deixou duas pessoas mortas e afetou mais de 16 mil moradores em diversas regiões paraibanas.
Impactos e assistência emergencial
Dados oficiais do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional apontam que 624 pessoas estão desalojadas e outras 703 permanecem desabrigadas. Para conter a crise, uma força-tarefa composta por 746 militares atua no resgate e no suporte às vítimas, utilizando viaturas, embarcações e aeronaves. Até o momento, o Corpo de Bombeiros realizou 390 atendimentos, incluindo o resgate de 306 pessoas.
Cidades mais afetadas e abastecimento
Os transtornos concentram-se principalmente nos municípios de Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo. O fornecimento de água na Grande João Pessoa foi parcialmente interrompido, operando com metade da capacidade por meio dos sistemas Marés e Translitorânea. A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba trabalha para retomar a operação total até o final deste domingo, com a normalização completa prevista para a segunda-feira.
Monitoramento e alertas de risco
Enquanto o sistema não é restabelecido, bairros da capital como Valentina, Manaíra, Jardim Oceania, Aeroclube e Bessa seguem operando em regime de rodízio. O governo estadual também intensificou o monitoramento sanitário para evitar a propagação de doenças pós-enchentes, como leptospirose e infecções diarreicas. A situação exige cautela redobrada, uma vez que a Defesa Civil Nacional mantém um alerta laranja para o litoral paraibano e pernambucano.
Contexto regional
O cenário de emergência não se restringe à Paraíba, já que Pernambuco também enfrenta graves consequências das chuvas, com o registro de seis óbitos e mais de nove mil pessoas deslocadas. Ao todo, 45 alertas de risco para alagamentos e deslizamentos seguem ativos para a Zona da Mata, Agreste e a Região Metropolitana do Recife, além das áreas da Mata Paraibana e da região da Borborema. Técnicos da Defesa Civil Nacional estão em campo desde hoje para auxiliar na reconstrução das áreas atingidas.








