Vitória (ES) – A história de uma geração que ajudou a mudar o patamar do vôlei feminino brasileiro também é marcada por disciplina, cobrança, dores físicas, amizades e aprendizados que ultrapassam as quadras. Foi esse lado menos conhecido da carreira que Paula Pequeno e Virna levaram ao episódio de “O Gringo Convoca”, programa comandado por Dejan Petkovic na Petkovic TV.
As duas campeãs relembraram desde os primeiros contatos com o esporte até os momentos de maior pressão do alto rendimento. A conversa também abriu espaço para uma discussão sobre a formação das novas gerações, a relação entre atletas e pais e a importância da liderança dentro das equipes. Petkovic participou ativamente do debate, aproximando as experiências do vôlei de sua própria trajetória no futebol.
O episódio integra o ecossistema multiplataforma criado por Petkovic com parceria estratégica da Meridianbet. A companhia anunciou Petkovic como embaixador global e estabeleceu a marca como parceira estratégica fundadora da plataforma de conteúdo dedicada a esporte, cultura e entretenimento.
Do bullying à Seleção Brasileira
Antes das medalhas, havia uma adolescente que precisava lidar com a própria altura. Virna contou que, ainda na escola, recebia apelidos como “Girafona” e “Olívia Palito” e chegou a acreditar que sua característica física era um obstáculo para a própria vida social. A mudança aconteceu quando o vôlei transformou aquilo que era motivo de insegurança em uma vantagem competitiva.
Paula Pequeno também encontrou no esporte uma possibilidade de transformação. Vinda de uma origem humilde, ela se apaixonou pelo vôlei depois de acompanhar o irmão e receber um convite para fazer um teste. A partir dali, a evolução foi acelerada.
Aos 12 e 13 anos, Paula já estava na seleção de Brasília. Aos 14, chegou à Seleção Brasileira Infanto e, aos 15, já atuava como titular no Osasco. A precocidade exigiu adaptação rápida a ambientes profissionais e a atletas mais experientes.
Uma escola de disciplina
Um dos principais debates do episódio surgiu quando as ex-jogadoras compararam a formação de suas gerações com o comportamento dos atletas mais jovens. Paula lembrou que, quando chegou às equipes adultas, havia uma hierarquia clara. As jogadoras mais novas carregavam bolas, lavavam joelheiras e esperavam as atletas mais velhas se acomodarem antes de ocupar seus lugares.
“A tecnologia ajudou em vários setores, mas a única ferramenta que ensina essa nova geração a ser mais forte, aguentar o tranco, correr atrás do que quer e ter paciência para conquistar a sua vaga, o seu lugar, é o esporte”, afirmou Paula Pequeno.
O peso de liderar
A conversa também colocou a liderança no centro do alto rendimento. Virna apontou uma preocupação com o vôlei masculino brasileiro e avaliou que falta atualmente uma referência capaz de assumir a responsabilidade dentro da quadra.
“A nossa geração acho que mudou um pouco a história. De 1996, fomos as primeiras mulheres brasileiras a ganhar uma medalha olímpica… Foi no vôlei de praia e no vôlei de quadra”, afirmou Virna.
Ao relembrar 2012, período em que enfrentava problemas pessoais, conjugais e profissionais, Paula Pequeno reconheceu que tentou esconder a própria dor para manter a imagem de mulher forte que havia construído ao longo da carreira.
“A maior fraqueza da mulher forte é querer ser sempre forte”, afirmou.
Ficha de informes:
Programa: O Gringo Convoca
Canal: Petkovic TV (YouTube: @PetkovicTV)
Apresentação: Dejan Petkovic e Ana Helena Goebel
Convocado da semana: Paula Pequeno e Virna













