A Polícia Civil do Espírito Santo participou terça-feira de uma operação nacional contra crimes sexuais envolvendo menores. A ação simultânea cumpriu 159 mandados de busca e apreensão em todo o país e 16 mandados de prisão preventiva, focando na identificação de autores de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
No estado, a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos realizou um mandado de busca em Viana e uma prisão em Cariacica. Segundo o delegado Brenno Andrade, titular da DRCC, as investigações começaram com informações repassadas pela Polícia Federal, que recebe dados de outros países, principalmente dos Estados Unidos, sobre imagens e vídeos de exploração infantil encontrados em plataformas digitais.
Como funcionam as investigações
“A Polícia Federal recebe esse material e o encaminha aos estados onde os suspeitos estariam localizados. A partir disso, instauramos o inquérito policial e, dependendo do caso, representamos por medidas como busca, apreensão ou prisão”, explicou Andrade.
Dois inquéritos foram abertos no Espírito Santo. No primeiro caso, investigadores cumpriram mandado em Viana após um adolescente de 15 anos publicar nas redes sociais que cometeria abuso sexual contra sua sobrinha de 11 anos. No celular do jovem, não foram encontrados materiais de exploração infantil, mas o mandado foi cumprido e ele será ouvido na delegacia.
Prisão por armazenamento de conteúdo criminoso
O segundo caso resultou em prisão. A investigação começou em abril e apurava a possível produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso infantil, além de suspeita de estupro de vulnerável. Um homem de 41 anos foi identificado e localizado em Cariacica.
Durante a operação, os policiais encontraram materiais de abuso e exploração sexual infantil no celular do suspeito. Segundo as investigações, a vítima é um ex-vizinho, agora com 11 anos, que sofreu abusos entre 2021 e 2024, quando tinha aproximadamente 6 anos. Os vídeos teriam começado em 2021.
Em interrogatório, o suspeito exerceu seu direito constitucional de permanecer em silêncio e não confessou o crime. Porém, os materiais encontrados no aparelho celular comprovam os fatos investigados.











