Brasília (DF) – O calendário de pagamentos de agosto do Bolsa Família chega ao fim nesta segunda-feira, dia 31, com a liberação dos recursos para os beneficiários que possuem o Número de Inscrição Social (NIS) com dígito final zero. A conclusão do cronograma operacionalizado pela Caixa Econômica Federal consolida um mês de transferências de renda que alcançou a expressiva marca de 19,3 milhões de famílias em todas as regiões do país.
Com um tíquete médio de R$ 678,35 distribuído neste período de pagamentos, o programa governamental assegura um piso mínimo de R$ 600 por grupo familiar. No entanto, o montante final sacado pelos beneficiários frequentemente supera essa base por conta de uma série de benefícios adicionais que foram desenhados para dar suporte financeiro extra a fatias específicas e mais vulneráveis da população, como gestantes, crianças e lactantes.
Entre esses acréscimos, destaca-se o Benefício Variável Familiar Nutriz, que prevê seis parcelas de R$ 50 para garantir a alimentação de lactentes nessa primeira fase da infância. O programa também injeta mais R$ 50 mensais na renda de famílias com gestantes ou com filhos que tenham entre 7 e 18 anos incompletos, além de assegurar um aporte de R$ 150 para cada criança na faixa de até 6 anos de idade.
Embora a rotina tradicional do Bolsa Família preveja depósitos distribuídos ao longo dos últimos dez dias úteis de cada mês, o ciclo de agosto reservou exceções logísticas importantes no país. No último dia 18, famílias residentes em 186 municípios espalhados por sete estados receberam o crédito de forma antecipada e em lote único, sem depender do dígito final do NIS. Essa unificação de datas atendeu cidades que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública na Bahia (15 municípios), Paraíba (31), Paraná (5), Rio Grande do Norte (122), Roraima (6), Sergipe (4) e Amazonas (3).
O desenho atual do programa também abarca a chamada regra de proteção, em vigor desde junho de 2023. O mecanismo estabelece que, se algum integrante conseguir emprego e a renda familiar por pessoa subir para até meio salário mínimo, o grupo pode continuar recebendo metade do benefício por até dois anos. Desde junho do ano passado, esse prazo máximo de permanência passou a ser de um ano para novos integrantes, mas quem ingressou na regra de proteção até maio de 2025 segue com o direito assegurado por 24 meses.
Toda a movimentação financeira, a consulta de datas e o detalhamento das parcelas continuam disponíveis no aplicativo Caixa Tem, utilizado para a gestão das contas poupança digitais. Outro detalhe técnico de relevância para o orçamento dessas famílias é que os repasses ocorrem sem descontos decorrentes do Seguro Defeso — benefício pago a pescadores artesanais no período de defeso —, uma isenção restabelecida em lei no ano de 2024.











