Teerã, Irã – O mercado financeiro registrou um marco sem precedentes com a abertura de capital da SpaceX. Elon Musk consolidou-se como o primeiro trilionário da história, um montante que, por si só, supera a soma da riqueza detida pelos 46% mais pobres da população do planeta. O número desafia a lógica do consumo comum: seriam necessários 2,7 mil anos de gastos diários na casa de US$ 1 milhão para que o empresário esgotasse o patrimônio. Organizações que monitoram a desigualdade social já descreveram o cenário como um momento preocupante para a estabilidade democrática.
Enquanto o topo da pirâmide econômica atinge novas alturas, a geopolítica tenta encontrar brechas para a paz. Na última sexta-feira (12), Teerã sinalizou que um desfecho para o conflito com Washington está mais perto do que nunca. Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, usou a plataforma X para indicar que os detalhes de um pacto serão revelados assim que o momento for considerado oportuno. A mediação do Paquistão reforça a percepção de que um entendimento sobre o texto final já foi desenhado entre as duas potências.
O caminho até a assinatura, porém, é tortuoso. Os Estados Unidos impõem como condições centrais a liberação do tráfego no Estreito de Ormuz e o desmonte do programa nuclear iraniano. Do outro lado, Teerã insiste na manutenção do enriquecimento de urânio — sob o pretexto de finalidade pacífica — e condiciona qualquer avanço ao encerramento imediato das operações militares israelenses no Líbano.
A instabilidade também alcançou o campo esportivo. O meio-campista Thomas Partey, da seleção de Gana, teve seu visto de entrada no Canadá negado pelas autoridades migratórias locais. Com isso, o atleta do Villarreal está fora da partida contra o Panamá, marcada para a próxima quarta-feira (17). O jogador, que enfrenta acusações de agressão sexual e estupro no Reino Unido, nega qualquer irregularidade. A FIFA optou por não intervir na decisão canadense, mantendo sua postura de respeito à soberania das nações anfitriãs, apesar das críticas crescentes que recaem sobre a gestão de Gianni Infantino quanto ao acesso de jogadores e torcedores aos estádios.
Em Kinshasa, na República Democrática do Congo, a política tomou as ruas com violência. Uma manifestação em frente ao parlamento terminou com dezenas de pessoas feridas após a intervenção da polícia. O uso de jatos d’água e gás lacrimogêneo foi o recurso encontrado pelas forças de segurança para dispersar a multidão que protestava contra uma proposta de reforma constitucional. A alteração na lei abriria caminho para que o atual presidente, Félix Tshisekedi, concorresse a um terceiro mandato, desencadeando acusações, por parte dos manifestantes, sobre o uso de munição letal contra a população civil.












