Brasília (DF) – O SBT divulgou uma nota oficial nesta segunda-feira (12) corrigindo uma informação publicada anteriormente em seu portal de notícias. A emissora admitiu que atribuiu equivocadamente à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a responsabilidade por uma falha de áudio que comprometeu a exibição da propaganda eleitoral do candidato Flávio Bolsonaro (PL) durante a tarde.
De acordo com o esclarecimento veiculado pelo próprio canal, o defeito na transmissão aconteceu durante o processo de conversão técnica do programa. Na atualização do texto original, o SBT News ressaltou que a EBC atua apenas na distribuição do material já finalizado, isentando a estatal da falha ocorrida e oferecendo um pedido formal de desculpas pelo equívoco cometido inicialmente.
A EBC reagiu ao episódio com uma nota à imprensa, na qual refutou qualquer envolvimento com o problema. A empresa destacou que a falha de áudio, registrada às 13h, atingiu indistintamente todas as emissoras que integram a rede de transmissão do horário eleitoral gratuito. Segundo a estatal, a responsabilidade pela operação cabe ao pool de emissoras, organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), sob as diretrizes do artigo 64 da Resolução TSE nº 23.610/2019.
Conforme o plano de mídia estabelecido para o segundo turno pela Resolução TSE nº 23.778/2026, a função do pool é receber o conteúdo enviado pelas campanhas e gerar o sinal que é distribuído para todo o território nacional. A EBC enfatizou que a gestão dessas tarefas é feita internamente pela ABERT e que, no dia em questão, a responsabilidade pela exibição estava sob o encargo de outra empresa integrante do grupo, reafirmando que aguarda um posicionamento da associação sobre o ocorrido.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também interveio para esclarecer a origem técnica do problema, apontando uma falha na etapa de finalização das mídias. O tribunal informou que os arquivos de áudio referentes às duas peças publicitárias televisivas não foram carregados corretamente antes do momento da exibição. Contudo, o órgão ressaltou que havia margem de tempo para que o erro fosse corrigido antes da veiculação da propaganda seguinte, que pertencia ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva.












