Ibatiba (ES) – O cenário da sucessão presidencial de 2026 ganha um novo protagonista. Romeu Zema Neto, nascido em Araxá, no Triângulo Mineiro, confirmou que será o nome do Novo na corrida pelo Palácio do Planalto. Para viabilizar a empreitada, o político precisou se desvencilhar das obrigações à frente do governo de Minas Gerais, cargo que ocupou após dois mandatos consecutivos marcados por uma forte inclinação à agenda do liberalismo econômico.
Aos 61 anos, Zema tenta levar para a esfera federal uma trajetória forjada nos bastidores do setor privado. Antes de ingressar na vida pública, o mineiro já era uma figura conhecida por sua atuação no grupo empresarial fundado por sua própria família. Sua formação acadêmica em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas, a FGV, serve de pilar para o discurso que o acompanha desde a primeira campanha: a busca pelo equilíbrio rigoroso das contas públicas e a necessidade urgente de cortar amarras burocráticas no estado.
A aliança para a disputa presidencial já está desenhada. O senador Eduardo Girão, também filiado ao Novo, foi o nome escolhido para compor a chapa como vice. A parceria reforça a estratégia do partido de se consolidar como uma alternativa à direita, defendendo abertamente o protagonismo do setor privado como motor de desenvolvimento econômico do Brasil.
A entrada de Zema no jogo eleitoral de 2026 acontece após um período de alta exposição. Em 2018, quando decidiu ingressar na política partidária, ele era um estreante sem histórico eletivo. A vitória naquele ano surpreendeu o espectro político mineiro ao apresentar uma retórica focada na renovação e na aplicação de técnicas de gestão empresarial na máquina pública. A aposta mostrou fôlego em 2022, quando garantiu sua reeleição ainda no primeiro turno, consolidando o capital político que agora tenta transpor para as urnas em nível nacional.
Ao longo dos anos em que esteve no comando de Minas Gerais, o governador trabalhou para transformar sua marca pessoal em um modelo de administração técnica. A transição da esfera estadual para a nacional coloca à prova, nos próximos meses, a capacidade de sua plataforma liberal em dialogar com as demandas mais diversas do eleitorado brasileiro. O afastamento definitivo do governo mineiro é o passo derradeiro para que ele se dedique integralmente à construção dessa nova candidatura.











