Juiz de Fora (MG) – Candidato petista percorreu Juiz de Fora e Ipatinga nesta sexta-feira defendendo novas regras trabalhistas
A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que extinguiu a jornada de trabalho de seis dias de labor por um de descanso no Senado Federal deu o tom da agenda de Luiz Inácio Lula da Silva em solo mineiro nesta sexta-feira. O candidato petista à reeleição participou de duas passeatas no estado, aproveitando o andamento legislativo para defender uma bandeira que defendia há meses.
A primeira parada ocorreu em Juiz de Fora, onde o concorrente ao Palácio do Planalto procurou tranquilizar o setor produtivo local. Em discurso voltado para comerciantes, o político assegurou que o país inteiro sairá ganhando com a nova dinâmica trabalhista. Segundo ele, o foco da medida reside na garantia de dois dias dedicados ao descanso e à convivência familiar, com impacto direto na vida das mulheres e da classe trabalhadora.
Ainda no município da Zona da Mata, o apelo eleitoral se voltou para a mobilização da base de apoiadores, com pedidos explícitos para convencer eleitores indecisos e aqueles que se abstiveram no primeiro pleito a comparecerem às urnas na próxima etapa da disputa. Na mesma ocasião, o postulante resgatou realizações de sua gestão administrativa, citando o avanço das escolas de tempo integral e a implementação do Programa Pé-de-Meia, iniciativa federal voltada para combater a evasão no ensino médio público.
A jornada seguiu para o Vale do Aço no início da noite, com uma caminhada pelas ruas de Ipatinga. Diante da militância local, o candidato direcionou críticas à administração anterior, associando seu adversário ao legado político do pai, e prometeu que eventual novo mandato será marcado pela expansão econômica e pelo controle nos preços de produtos essenciais. A promessa incluiu a desoneração total de impostos sobre itens da cesta básica, como carne e feijão, a partir de janeiro.
Durante o ato em Ipatinga, o discurso também abarcou críticas aos bastidores da cobertura jornalística da eleição. O candidato questionou a conduta da emissora após o registro de um almoço entre seu oponente na disputa e diretores do canal de televisão no Rio de Janeiro, ocorrido no mesmo dia em que o rival participou de sabatina na rede. O episódio intensificou as fricções entre a campanha e a empresa de comunicação.
Em nota oficial, a emissora esclareceu que a visita do candidato adversário teve caráter estritamente institucional e de cortesia, reunindo o político com o presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e com o vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet. O comunicado ressaltou que o encontro reservado não contou com a presença de integrantes da editoria de jornalismo da empresa.











