Rio de Janeiro (RJ) – O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (9) que pretende deflagrar uma ofensiva direta contra o crime organizado no país. A declaração foi feita durante um encontro com apoiadores e lideranças políticas na Ilha Itanhangá, localizada na Barra da Tijuca, zona nobre do Rio de Janeiro. Ao lado do deputado estadual Douglas Ruas, ele classificou facções como Comando Vermelho, PCC e milícias como narcoterroristas, estendendo a promessa de enfrentamento para todo o território nacional.
Durante a interação com a imprensa nos bastidores da campanha, o parlamentar aproveitou para desmentir especulações sobre uma eventual privatização da Petrobras. Na ocasião, ele teceu críticas severas à atual política de subsídios aplicada ao preço do diesel, que enfrenta pressão inflacionária devido ao conflito no Irã. Segundo sua análise, a manutenção dos incentivos seria insustentável, prevendo que o encerramento dessas medidas resultaria em reajustes nas bombas de combustível logo após o encerramento do pleito eleitoral.
No campo das articulações políticas, o candidato confirmou o recebimento do apoio oficial de Augusto Cury, que concorria à Presidência pelo Avante, e sinalizou que mantém canais de diálogo abertos com outras legendas. O tom da conversa mudou quando o tema migrou para a manutenção de auxílios e políticas públicas. Flávio classificou como infundadas as notícias que apontam para uma possível extinção do Bolsa Família, garantindo a continuidade do benefício.
A proposta desenhada pelo senador para o programa de transferência de renda envolve um redirecionamento do foco para as camadas da população em situação de maior vulnerabilidade. A estratégia, segundo ele, será atrelada a ações complementares de qualificação profissional, visando o que chamou de um grande projeto de mobilidade social. A mesma lógica de ampliação foi prometida para o Farmácia Popular, com a inclusão de um sistema de entrega domiciliar de medicamentos e o uso de alertas via celular para o controle de horários das doses.
O tema do Farmácia Popular ganha contornos de controvérsia devido aos registros do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023. O texto, enviado ao Congresso Nacional em 2022 pelo governo de Jair Bolsonaro, previa uma redução de 59% na dotação orçamentária do setor. Na prática, a proposta significava uma queda de R$ 2,04 bilhões para cerca de R$ 804 milhões, um corte superior a R$ 1 bilhão no montante anteriormente destinado à iniciativa.
Ao encerrar sua participação no evento, o candidato reforçou compromissos econômicos focados em produtividade. Entre as diretrizes apresentadas, destacou o incentivo ao empreendedorismo feminino, a promessa de uma redução na carga tributária e a oferta de linhas de crédito com taxas mais competitivas para fomentar o mercado interno.










