Peshawar, Paquistão – Uma tragédia escolar marcou esta quinta-feira (15) em Peshawar, no noroeste do Paquistão. O telhado de uma instituição de ensino particular desmoronou sobre os estudantes, resultando na morte de 32 alunos e de uma professora. O cenário no local era de desespero, já que a maioria das crianças vitimadas tinha menos de 13 anos e pertencia a famílias de baixa renda da região.
No momento em que a estrutura cedeu, 110 alunos ocupavam três salas de aula. Além das vítimas fatais, ao menos 45 crianças sofreram ferimentos de variadas intensidades, desde lesões leves até traumas graves. Entre os feridos, três permanecem em estado crítico, com quadros preocupantes de lesões na região da cabeça, exigindo atenção médica constante.
O chefe da polícia local confirmou que o proprietário da escola foi detido imediatamente após o incidente. Uma investigação oficial foi instaurada para apurar as causas do desabamento e verificar possíveis irregularidades estruturais no edifício. Até o momento, as autoridades não detalharam se houve negligência na manutenção da infraestrutura do imóvel.
Enquanto o Paquistão contabiliza as perdas desta tragédia, o cenário internacional registra novas tensões. Nesta mesma quinta-feira, os houthis, grupo aliado ao Irã, lançaram cinco mísseis contra o Palácio Presidencial do Iêmen, em Áden. O ataque, que visava um centro de operações militares ligado a oficiais sauditas, resultou na morte de dois seguranças, enquanto o primeiro-ministro iemenita e seu gabinete saíram ilesos.
A ofensiva na região é interpretada como um instrumento de pressão contra os Estados Unidos e seus parceiros regionais. Diante dos recorrentes ataques contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita, o presidente Donald Trump indicou a possibilidade de oferecer suporte militar aos aliados na zona de conflito, aumentando a preocupação com uma escalada ainda maior na segurança do Oriente Médio.
Em meio a esses acontecimentos, o Vaticano trouxe atualizações sobre o estado de saúde do Papa Leão XIV, de 71 anos. O pontífice, que se submeteu a uma cirurgia para o tratamento de um câncer de pulmão, apresenta evolução dentro do esperado pelos médicos. De acordo com os boletins divulgados nesta quinta-feira, ele já iniciou sessões de fisioterapia e atividades leves.
Os exames clínicos realizados pelo Papa demonstraram resultados dentro da normalidade, com radiografias de tórax apontando uma boa recuperação pulmonar. Contudo, a equipe médica ainda mantém cautela: detalhes sobre as dimensões do tumor e a possível propagação da doença para linfonodos próximos seguem sob sigilo. Essas informações são consideradas determinantes para prever o curso da evolução oncológica e os próximos passos do tratamento.







