Vitória (ES) – O mercado cafeeiro encerrou a semana em clima de cautela entre produtores e cooperativas de Minas Gerais e do Espírito Santo. Depois de meses marcados por fortes altas, as cotações passaram a registrar recuos em importantes praças produtoras, refletindo o impacto das oscilações do dólar, expectativas em torno da próxima safra e movimentações do mercado internacional.
No Espírito Santo, principal produtor brasileiro de café conilon, a cotação do tipo 7/8 em Vitória fechou em R$ 880,00 por saca de 60 quilos nesta sexta-feira (15), com queda de 1,68% no dia. Já o café arábica bebida dura foi negociado em torno de R$ 1.569,00 por saca, enquanto lotes de bebida rio variaram entre R$ 1.130,00 e R$ 1.360,00, dependendo da qualidade do produto.
O cenário também foi de variações em Minas Gerais, maior produtor nacional de café arábica. Em Guaxupé, referência do setor cafeeiro mineiro, a saca chegou a R$ 1.611,00. Em Varginha, os preços alcançaram R$ 1.670,00, enquanto Patrocínio registrou R$ 1.675,00. Em Campos Gerais, algumas negociações chegaram a R$ 1.700,00 por saca.
Cooperativas do sul de Minas também divulgaram preços elevados para cafés especiais e gourmet, com algumas negociações acima de R$ 1.730,00, especialmente para lotes de maior qualidade.
Especialistas do setor apontam que o mercado continua bastante sensível às projeções da safra 2026, além das movimentações cambiais e do comportamento das exportações brasileiras. A expectativa de uma produção mais robusta nos próximos ciclos vem influenciando diretamente as bolsas internacionais e os preços pagos ao produtor.
Mesmo com a recente acomodação dos valores, produtores seguem atentos ao mercado. Em diversas regiões, ainda há retenção de estoques, especialmente entre cafeicultores que aguardam melhores oportunidades de comercialização.
Mercado segue volátil
Analistas destacam que o café continua operando em um ambiente de alta volatilidade. Mudanças climáticas, custos de produção elevados e incertezas econômicas globais seguem impactando o comportamento das negociações.
No Espírito Santo, o conilon permanece como um dos principais termômetros do setor agrícola estadual, enquanto Minas Gerais continua liderando a produção nacional de arábica, influenciando diretamente o mercado brasileiro e internacional.











