Nova Jersey, Estados Unidos – O fantasma das eliminações para rivais europeus voltou a assombrar a seleção brasileira em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ao perder por 2 a 1 para a Noruega neste domingo, dia 5 de julho, o Brasil se despediu precocemente da Copa do Mundo ainda na fase de oitavas de final. O resultado amargo não apenas encerra o sonho do hexacampeonato, mas também iguala o pior desempenho do país em Mundiais desde 1990, quando a equipe caiu nesta mesma etapa diante da Argentina.
Por ironia do destino, a queda ocorre justamente na data em que os torcedores relembram a trágica eliminação para a Itália de Paolo Rossi, em 1982. Agora, o dia 5 de julho ganha mais uma recordação dolorosa. O tropeço mantém vivo um tabu incômodo: o Brasil não vence um adversário europeu em jogos eliminatórios de Copa desde a final de 2002, em Yokohama, quando bateu a Alemanha. Para piorar, os noruegueses seguem como os únicos adversários que a seleção brasileira nunca conseguiu derrotar na história, somando agora três vitórias e dois empates em cinco confrontos.
O grande carrasco da tarde foi Erling Haaland. O centroavante norueguês, que já havia decidido a partida anterior contra a Costa do Marfim, marcou duas vezes no segundo tempo para garantir a classificação de sua equipe. Com os gols no gramado norte-americano, o atacante chegou a sete gols no torneio, alcançando o topo da artilharia do Mundial ao lado do francês Kylian Mbappé e do argentino Lionel Messi.
Com a nova desclassificação, o Brasil enfrentará seu maior período de seca de títulos desde a conquista da primeira estrela, em 1958. Serão 28 anos de espera até a Copa de 2030.
Classificada para as quartas de final, a Noruega agora aguarda o desfecho do duelo entre México e Inglaterra, que se enfrentam ainda neste domingo, às 21h (horário de Brasília), no Estádio Azteca. Quem avançar no confronto da capital mexicana decidirá uma vaga nas semifinais contra os nórdicos no próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h, em Miami.








