Nova York, Estados Unidos – O destino do troféu da Copa do Mundo de 2026 será selado neste domingo (19), às 16h, em Nova York. De um lado, a Espanha aposta na força de uma geração renovada; do outro, a Argentina se apoia no peso histórico e na genialidade de Lionel Messi. As duas seleções chegam ao topo do ranking da FIFA e travam um duelo onde a margem para erros é quase inexistente.
A vantagem física pode inclinar a balança para o lado da Espanha. Embora o estádio em Nova York possua sistema de climatização, o calor acumulado durante a competição pesa contra os atletas argentinos, que chegam à decisão após um caminho exaustivo — incluindo duas prorrogações nas fases anteriores. A La Roja, por outro lado, apresenta um grupo com média de idade mais baixa e menos desgaste, elementos que prometem ser cruciais sob o rigor climático dos Estados Unidos.
Já a Argentina confia no fator Messi. O capitão, maior artilheiro da história das Copas, provou novamente seu protagonismo ao participar dos dois gols que garantiram a vitória contra a Inglaterra. Para além da técnica individual, a equipe carrega a marca da resiliência, uma espécie de entrega total que tornou a seleção atual campeã mundial — título conquistado no Catar em 2022 — uma força difícil de ser contida.
O campo reserva ainda uma curiosidade histórica. Lamine Yamal, a joia espanhola de apenas 18 anos, reencontra o veterano Messi em uma final de Copa quase duas décadas após terem protagonizado uma campanha beneficente, onde o argentino, então com 19 anos, fotografou-se dando banho no então bebê Yamal. Caso os espanhóis vençam, a equipe masculina enfim igualará o feito das mulheres, atuais campeãs mundiais, repetindo o título conquistado na África do Sul em 2010.
O histórico do confronto é de um equilíbrio quase perfeito: em 14 partidas, cada seleção soma seis vitórias e dois empates. Paralelamente à final, o domingo também definirá os vencedores dos prêmios individuais. Messi lidera a briga pela Chuteira de Ouro com oito gols marcados, embora o francês Kylian Mbappé ainda mantenha chances matemáticas de superá-lo durante a disputa pelo terceiro lugar, que ocorre sábado, em Miami, contra a Inglaterra.
Este mundial, o primeiro sediado por três países simultaneamente, consolidou a eficiência tática e o controle de bola como as chaves do sucesso. Com o encerramento do ciclo de 2026, as atenções globais se voltam para 2030, quando a Copa celebrará seu centenário entre Espanha, Portugal e Marrocos, com partidas inaugurais no Uruguai, na Argentina e no Paraguai. Antes disso, o Brasil será o centro do futebol feminino em 2027, recebendo o torneio pela primeira vez em solo sul-americano.











