Quito, Equador – O Cruzeiro consagrou-se campeão da Libertadores da América feminina neste sábado (31) ao protagonizar uma reação improvável diante do Corinthians. Em sua estreia no torneio continental, disputado no estádio Casablanca, em Quito, as Cabulosas superaram uma desvantagem de três gols para forçar a disputa de pênaltis, onde venceram por 5 a 4. O desfecho foi selado pela goleira Camila, que defendeu a cobrança decisiva de Gi Fernandes.
O cenário inicial parecia favorável ao Corinthians, que dominou a etapa inicial. Gabi Zanotti anotou dois gols, um de cabeça e outro aproveitando uma falha na saída de bola adversária, consolidando o 2 a 0 antes do intervalo. A vantagem alvinegra aumentou logo aos três minutos do segundo tempo, com um gol de Vic Albuquerque, que parecia encaminhar o título para as Brabas.
A reação cruzeirense ganhou fôlego rapidamente. Antes dos 10 minutos da etapa final, Byanca Brasil — artilheira do campeonato com seis gols — e Vitória Calhau, em cobrança de pênalti, reduziram a diferença para 3 a 2. Embora Vic Albuquerque tenha ampliado novamente para o Corinthians aos 22 minutos, o Cruzeiro manteve a pressão. Ketlin diminuiu de cabeça após escanteio, e Letícia forçou o empate nos acréscimos, em lance semelhante.
A decisão nas penalidades foi marcada por instabilidade, com ambas as equipes desperdiçando dois chutes antes da definição nas batidas alternadas. Quando Gi Fernandes parou nas mãos de Camila, a conquista do título inédito foi confirmada, garantindo ao time mineiro a vaga na edição de 2027 do torneio. O Cruzeiro, que havia sido eliminado pelo próprio Corinthians nas quartas de final do Brasileirão, encerra o ciclo continental com uma virada que ficará marcada na história da competição.
Para o Corinthians, a derrota encerra uma série de três títulos seguidos na Libertadores. O resultado coroa uma temporada difícil para o clube paulista, que também teve sua sequência de seis troféus brasileiros interrompida após ser superado pelo São Paulo na decisão nacional. A final no Equador reafirma a mudança de protagonismo no cenário sul-americano para a equipe de Minas Gerais.











