Miami, Estados Unidos – O ambiente nos bastidores da Seleção Brasileira ganhou um novo capítulo após a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, na última quarta-feira (24). Em Miami, a Confederação Brasileira de Futebol formalizou um protesto junto à Fifa para contestar a anulação de um gol marcado por Vinícius Júnior. A jogada, que ocorreria aos 22 minutos da etapa inicial, foi interrompida após interferência do VAR.
Na ocasião, o Brasil já mantinha vantagem de 1 a 0 no placar. O camisa 7 havia superado o zagueiro Jack Hendry na intermediária, avançado em direção à meta e finalizado com precisão na saída do arqueiro Angus Gunn. O árbitro mexicano César Ramos, contudo, revisou o lance no monitor à beira do gramado e interpretou um contato do brasileiro como falta, frustrando o que seria o segundo tento da equipe no confronto pelo Grupo C da Copa do Mundo.
As imagens de televisão revelam uma dinâmica oposta: Vinícius Júnior ganha a frente na corrida e é atingido pelo próprio defensor escocês. Curiosamente, o lance não gerou qualquer contestação por parte dos jogadores da Escócia naquele instante.
O documento enviado pela CBF busca respostas sobre o critério adotado. Embora reconheça a experiência de César Ramos, a entidade não deixou de citar um histórico que incomoda a torcida brasileira. O ofício relembra a partida contra a Suíça, na Copa de 2018, na Rússia. Naquela oportunidade, um gol suíço foi validado apesar de uma falta clara cometida sobre o zagueiro Miranda, gerando um descontentamento que, segundo a nota, permanece como um ponto de preocupação latente no futebol nacional.
O episódio, contudo, não alterou o destino da Seleção na fase de grupos. O próprio Vinícius Júnior voltaria a marcar, seguido por um gol de Matheus Cunha, selando o placar que garantiu ao Brasil a liderança do Grupo C. Agora, o foco migra para Houston.
O próximo desafio já está no horizonte: um confronto decisivo contra o Japão, válido pelas oitavas de final da competição. O duelo está marcado para segunda-feira (29), às 14h, e os brasileiros aguardam a definição da escala de arbitragem, na expectativa de que a tecnologia de vídeo desta vez cumpra seu papel de forma cirúrgica e sem novas polêmicas.









