Quito, Equador – O futebol feminino brasileiro confirmou, nesta quarta-feira (28), a hegemonia absoluta no continente ao assegurar a 15ª conquista do país na Libertadores. O desfecho da 18ª edição do torneio, que ocorre em Quito, no Equador, terá um duelo verde-amarelo entre Cruzeiro e Corinthians. Pela terceira vez na história, a final do campeonato mais importante da América do Sul será composta exclusivamente por equipes nacionais, repetindo o cenário de 2019 e 2023.
O Cruzeiro garantiu sua vaga inédita ao superar o Olimpia por 1 a 0 no Estádio Casa Blanca. A vitória das mineiras veio no segundo tempo, após uma cobrança de falta de Byanca Brasil que explodiu no travessão; no rebote, Marília aproveitou a sobra e balançou as redes. O confronto foi tenso até o final, especialmente após a expulsão de Pamela Villalba, das paraguaias, e uma defesa salvadora da goleira Camila Rodrigues nos acréscimos, que garantiu o resultado.
Do outro lado, o Corinthians confirmou seu favoritismo ao derrotar o Santa Fe, da Colômbia, por 2 a 1, com uma virada no mesmo palco da decisão. As equipes agora se preparam para o confronto final, marcado para este sábado (31), também no Casa Blanca. A Conmebol deve confirmar o horário da partida e, anteriormente, o estádio receberá a disputa de terceiro lugar entre Santa Fe e Olimpia.
A final carrega um peso extra para o Cruzeiro, que busca sua primeira taça continental diante de um adversário que domina o cenário nacional recente. Nos últimos confrontos diretos, como a final do Brasileirão de 2023 e a Supercopa do Brasil de 2024, o Corinthians saiu vitorioso. As paulistas, aliás, tentam ampliar seu recorde com o sétimo título da Libertadores, sendo o quarto consecutivo.
Além da glória regional, o troféu deste sábado tem implicações globais. O campeão garante presença na Copa das Campeãs da FIFA, agendada para 27 de janeiro, onde enfrentará o Barcelona, da Espanha. Para o Cruzeiro, a vitória também significaria a classificação direta para a primeira Copa do Mundo de Clubes Feminina, prevista para 2028, nos Estados Unidos. Caso o Corinthians vença — o clube já está garantido no mundial pelos títulos de 2024 e 2025 —, a segunda vaga sul-americana será definida por um ranking de clubes a ser estabelecido pela entidade continental.











