Buenos Aires, Argentina – O ciclo de Lionel Andrés Messi com a camisa argentina teve seu epílogo nesta terça-feira (6), em Buenos Aires. O estádio Monumental de Nuñez, palco de tantas glórias, serviu de cenário para a última atuação do camisa 10 pela seleção nacional, em um amistoso contra o Benin. O placar de 3 a 0 em favor dos donos da casa tornou-se um detalhe secundário diante da carga emocional que envolveu a despedida do jogador que definiu uma geração do futebol mundial.
A atmosfera de adeus começou antes mesmo da chegada ao gramado. Imagens de televisão captaram o capitão visivelmente emocionado ainda no trajeto para o estádio. O sentimento de finitude contagiou o técnico Lionel Scaloni, com quem Messi conquistou os títulos mais expressivos de sua trajetória. Durante a execução do hino nacional, o choro compartilhado entre mentor e atleta sintetizou a importância do momento para o esporte argentino.
Dentro de campo, o início do duelo foi marcado por um ritmo contido, com o Benin conseguindo neutralizar o ímpeto inicial dos mandantes. A situação mudou logo aos dois minutos do segundo tempo. Messi cobrou escanteio e encontrou Nicolás Otamendi — que também realizava sua última partida pela equipe — para inaugurar o marcador. O lance registrou a 69ª assistência do craque com a camisa alviceleste.
O segundo gol veio dez minutos depois, em uma transição que pareceu uma passagem de bastão. Messi serviu o jovem Nico Paz, de 22 anos, que finalizou com precisão para ampliar a vantagem. Aos 22 minutos, um pênalti cometido por Taminou Ouorou sobre Agustín Giay proporcionou o momento que o Monumental aguardava. Messi converteu a cobrança no ângulo, marcando seu último gol pela Argentina e fechando a conta em 3 a 0.
A trajetória que se encerra agora contabiliza números expressivos: são 208 partidas, 126 gols e 70 assistências em 21 anos de dedicação à seleção. O currículo de Messi pela Albiceleste inclui a Copa do Mundo de 2022, as Copas América de 2021 e 2024, a Finalíssima, além do ouro olímpico de 2008 e o Mundial sub-20 de 2005. Quando o árbitro chileno Fernando Véjar apitou o final do jogo aos 49 minutos da etapa complementar, encerrou-se oficialmente a era de um dos maiores ícones da história do futebol.













