Brasília (DF) – O primeiro turno das eleições, realizado neste domingo, foi marcado por uma ofensiva rigorosa da Polícia Federal contra crimes eleitorais. Durante as operações de fiscalização, os agentes recolheram um montante total de R$ 2,8 milhões, sendo que R$ 520 mil foram encontrados em espécie e a parcela restante em bens de valor. A movimentação fez parte de um esforço coordenado para prevenir e reprimir irregularidades que pudessem comprometer a integridade do processo de votação.
Ao fechar o balanço da operação, às 23h59 de domingo, a corporação contabilizava a instauração de 49 inquéritos policiais e a lavratura de 100 termos circunstanciados de ocorrência. O volume de ações resultou na condução de 204 pessoas para prestar esclarecimentos em delegacias ao longo de todo o dia. Entre as condutas ilícitas que motivaram as intervenções, a compra de votos e a realização de propaganda eleitoral irregular ocuparam o topo da lista de registros dos investigadores.
A abrangência territorial das apreensões e das conduções foi expressiva, estendendo-se pelo Distrito Federal e por 23 unidades da federação. A lista de estados onde houve registro de ocorrências inclui Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Piauí, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Este trabalho realizado no dia da votação integra uma estratégia de monitoramento que abrange todo o ano de 2026. Somando o período, a Polícia Federal já deu início a 1.342 inquéritos para apurar delitos relacionados ao pleito. O Rio de Janeiro lidera o ranking de investigações abertas até o momento, com 156 casos, seguido pelo Maranhão, que soma 135 inquéritos, o Ceará, com 120, e São Paulo, com 98 procedimentos instaurados.
Para conferir transparência e permitir o acompanhamento público da situação, a corporação mantém disponível um canal digital onde é possível visualizar o número de investigações sobre crimes eleitorais em curso em todo o território nacional. A corporação permanece em alerta, mantendo as diligências necessárias para garantir o cumprimento das normas previstas pelo código eleitoral brasileiro.










