Rio de Janeiro (RJ) – O governo do Rio de Janeiro centralizou suas operações de segurança pública no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), localizado na Cidade Nova, região central da capital. O local atua como um gabinete de gestão de crise dedicado exclusivamente ao monitoramento e à coordenação estratégica durante o primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4). As atividades no posto avançado tiveram início na manhã de sábado (3) e seguem ininterruptas até o encerramento da votação.
A estrutura montada para o pleito utiliza uma extensa malha tecnológica composta por mais de 50 mil dispositivos de filmagem espalhados pelo território fluminense. O arsenal de vigilância inclui câmeras com capacidade de reconhecimento facial e leitura automática de placas, que transmitem imagens em tempo real para a central. Segundo dados oficiais, o contingente de monitoramento abrange 33.900 câmeras do Sistema 190 Integrado — que reúne equipamentos de entidades públicas e privadas — somadas a 15.300 câmeras corporais utilizadas pelos policiais militares, além de outras 1.544 instaladas nas viaturas da corporação.
A logística de segurança é fruto de uma articulação direta com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O CICC concentra representantes de diversas instâncias, incluindo as Polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e o Gabinete de Segurança Institucional. O trabalho integrado conta também com o apoio de forças federais, como o Exército, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e os Correios.
Para garantir maior fluidez na tomada de decisões, a cúpula da Polícia Militar estará presente na central, acompanhada por oficiais dos quatro Comandos de Policiamento de Área (CPA) da região metropolitana, além do Comando de Policiamento Especializado e do Comando de Polícia de Proximidade. A presença física desses comandantes intermediários visa reduzir o tempo de resposta e permitir o acionamento célere das unidades operacionais em caso de necessidade.
A estratégia de cobertura abrange a totalidade das 165 zonas eleitorais espalhadas pelo estado, das quais 49 estão situadas na capital e 116 nos demais municípios. Em cada uma delas, um oficial da Polícia Militar foi designado para atuar lado a lado com o juiz eleitoral responsável pela respectiva zona. Esse alinhamento direto busca estabelecer uma linha de comunicação permanente entre o Poder Judiciário e o comando das forças de segurança, assegurando que qualquer incidente capaz de impactar o fluxo da votação seja comunicado e combatido com a devida antecedência.











