Rio de Janeiro (RJ) – O cenário de incertezas que cercava a saúde de Carlos Alberto Parreira teve um desfecho positivo neste sábado (5). Aos 83 anos, o ex-técnico da Seleção Brasileira deixou o Hospital Samaritano Barra, na capital fluminense, após completar um ciclo de 80 dias de internação. A permanência do treinador na unidade da Rede Américas foi necessária para o tratamento de uma inflamação pulmonar persistente.
A equipe médica responsável pelo caso, liderada pelo pneumologista Arthur Vianna e composta por diversos especialistas multidisciplinares, detalhou que o paciente agora entra em uma nova etapa de cuidados. Parreira dará continuidade ao processo de recuperação por meio de monitoramento domiciliar e consultas ambulatoriais, garantindo que o seu estado de saúde permaneça sob vigilância constante dos profissionais.
Vale lembrar que o histórico clínico do treinador inclui o diagnóstico de linfoma de Hodgkin, identificado em 2023. Desde o início de 2025, o ex-treinador mantém um esquema de acompanhamento médico permanente para lidar com as particularidades da doença, que atinge o sistema de defesa do corpo.
A trajetória de Parreira se confunde com a própria história de sucesso do futebol brasileiro. Formado em educação física pelo Exército, ele construiu um currículo raro no esporte mundial. Sua presença foi fundamental na comissão técnica que conquistou o tricampeonato em 1970, atuando como preparador físico. Anos mais tarde, ele alcançou o topo ao comandar, como técnico, a campanha do tetracampeonato mundial em 1994, nos Estados Unidos.
O legado de Parreira em Copas do Mundo estende-se por diversas décadas. Ele esteve à frente do Brasil nos mundiais de 1986 e 2006, além de exercer a função de coordenador técnico durante a edição de 2014. A galeria de troféus com a camisa amarela ainda registra a conquista da Copa América em 2004 e da Copa das Confederações no ano seguinte, consolidando sua figura como uma das mais respeitadas dentro das quatro linhas.









