Fiji, Fiji – A oitava etapa da World Surf League, realizada nas Ilhas Fiji, reservou um desfecho de alta voltagem nesta quarta-feira. Gabriel Medina, natural de São Sebastião, terminou com o segundo lugar após uma final dramática contra o norte-americano Cole Houshmand. O momento de maior impacto da bateria ocorreu nos minutos finais: precisando de uma nota 9.66 para reverter o cenário, o brasileiro executou uma manobra perfeita que lhe rendeu um 10 unânime. Ainda assim, Houshmand assegurou a vitória ao registrar um 8.37 na sequência, finalizando a disputa com um somatório de 16.87 contra 15.17 do tricampeão mundial.
O caminho de Medina até a decisão foi marcado por domínio técnico nas esquerdas de Cloudbreak. Logo nas oitavas de final, ele superou o francês Kauli Vaast com tranquilidade. Nas semifinais, o brasileiro atingiu seu ápice de desempenho ao somar 19.04 pontos, incluindo uma nota 9.77 em um tubo impecável contra o norte-americano Griffin Colapinto.
Com o resultado em Fiji, Medina saltou da quinta para a quarta posição no ranking geral da temporada. A liderança do circuito continua nas mãos de Ítalo Ferreira, que, assim como outros brasileiros como Miguel e Samuel Pupo, despediu-se precocemente da etapa ainda nas oitavas de final. O catarinense Yago Dora, que avançou até as quartas, figura agora na quarta colocação, fechando o top 5 ao lado de nomes como o italiano Leonardo Fioravanti e o próprio Miguel Pupo.
A competição, retomada na terça-feira após um período de paralisação devido às condições marítimas, encerrou suas atividades com um movimento notável na tabela para Cole Houshmand. O campeão da etapa subiu da 22ª para a 17ª posição. Entre as mulheres, a definição do título foi distinta: a canadense Erin Brooks foi declarada vencedora após a desistência da australiana Isabela Nichols, que sofreu uma lesão antes do confronto final.
O retrospecto brasileiro em Fiji incluiu participações de Filipe Toledo, Alejo Muniz, Matheus Herdy, João Chianca e Luana Silva, que deixaram o torneio nas fases iniciais. A resiliência de Medina em um dia de baterias intensas e condições desafiadoras reforça sua posição entre os principais competidores do ano, mesmo diante da derrota por margens estreitas diante de um Houshmand inspirado.











