Nova Jersey, Estados Unidos – O palco em Nova Jersey está montado para este domingo, às 16h, com o brilho concentrado em Lionel Messi e Lamine Yamal. No entanto, reduzir a decisão da Copa do Mundo a um duelo entre dois ícones seria ignorar a engrenagem que permite a esses astros operarem. Por trás das estatísticas que estampam as capas dos jornais, existem peças silenciosas cujas ausências seriam sentidas, embora seus nomes raramente dominem as conversas de bar.
A influência de Messi na Albiceleste é inegável, com participação direta em 12 dos 19 gols da equipe — oito tentos próprios e quatro assistências. Contudo, a estabilidade defensiva passa invariavelmente por Cristian Romero. Segundo o Power Ranking da Fifa, ele sustenta a sexta melhor média geral do torneio (7.34). Foi dele a atuação soberana contra a Inglaterra nas semifinais, liderando as ações defensivas com nota 7.79. O zagueiro ainda atua como válvula de escape, como no gol salvador contra o Egito, que iniciou a virada heroica por 3 a 2 em Atlanta.
Ao lado dele, Lisandro Martínez desafia a lógica física. Com apenas 1,75m, sua estatura não o impede de comandar a retaguarda com um senso de posicionamento raro, algo que convenceu Lionel Scaloni de sua titularidade absoluta. Sua precisão em lançamentos longos, como o que serviu Messi na estreia contra Cabo Verde, prova que sua contribuição vai muito além do corte seco ou do desarme. Alexis Mac Allister, com 1,76m, completa esse elenco de operários de luxo. Sua letalidade no jogo aéreo, exemplificada pelo gol contra a Suíça e pelas bolas na trave diante da Inglaterra, faz dele um trunfo imprevisível para defesas adversárias que se preocupam excessivamente com a movimentação do camisa 10.
Do lado espanhol, a solidez é a marca registrada. Com apenas um gol sofrido, a Fúria apresenta uma estrutura onde Pedro Porro se consolidou como uma das maiores surpresas do setor defensivo, acumulando nota 7.69 no Power Ranking, atrás apenas do volante Rodri. O lateral ainda oferece amplitude ofensiva e sintonia fina com Yamal, tendo anotado o gol que carimbou a passagem contra a França.
O banco de reservas da Espanha guarda Mikel Merino, o homem das decisões. Seus dois gols nesta Copa, saindo da reserva, confirmaram os triunfos sobre Bélgica e Portugal. Sua versatilidade, moldada no Arsenal, permite que ele atue como um falso 9 ou um elemento de surpresa vindo de trás, papel que ele já desempenhava ao marcar gols no apagar das luzes em competições de elite, como a Eurocopa. Já Mikel Oyarzabal, com cinco gols na competição, surge como o predestinado. O atacante tem um histórico implacável: balançou as redes em todas as seis finais que disputou. Quando o título está em jogo, Oyarzabal raramente deixa a oportunidade passar, provando que, no futebol, os nomes mais citados raramente são os únicos responsáveis por erguer a taça.









