Nova Jersey, Estados Unidos – O futuro da Copa do Mundo Feminina de 2027 ocupou o centro dos debates na Conferência de Futebol (Confut) realizada nos Estados Unidos. O evento, que reúne as principais lideranças da indústria esportiva, ocorre entre quinta-feira (16) e sexta-feira (17) nas dependências do Hotel Double Tree by Hilton, em Nova Jersey. A localização do encontro não é por acaso: o centro de convenções está a apenas 16 quilômetros de distância de onde será disputada a final da Copa Masculina, neste domingo (19), às 16h.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) marcou presença no encontro como apoiadora oficial de mídia, reafirmando seu compromisso com a modalidade. Antonia Pellegrino, diretora-presidente da estatal, defendeu durante os painéis o papel da emissora pública como casa do futebol feminino, citando a transmissão do Campeonato Brasileiro e das séries A2 e A3, além das categorias de base. O alcance da TV Brasil ficou evidente em números recentes: a cobertura da Copa América Feminina no Equador atingiu 1,17 milhão de lares entre 13 de julho e 2 de agosto de 2025.
O Mundial de 2027 será disputado entre 24 de junho e 25 de julho, tendo Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo como capitais anfitriãs. O otimismo quanto ao impacto econômico é alto. Roberto Gevaerd, diretor da Embratur, projeta um cenário em que o Brasil consolida sua trajetória em grandes eventos, com estimativa de movimentar R$ 8,8 bilhões e criar mais de 70 mil postos de trabalho.
A competição, a décima edição do torneio que começou em 1991 na China, contará com a participação de 32 seleções. O Brasil, na condição de país-sede, já garantiu seu lugar, mantendo a tradição de estar presente em todas as edições históricas. Até o momento, outras 13 nações já asseguraram classificação, incluindo a atual campeã Espanha, além de potências como Japão, Alemanha, França e Colômbia.
A visão de longo prazo sobre o evento foi endossada por Aline Pellegrino, diretora de Legado e Relações Institucionais da Copa. Para ela, o Mundial funciona como um vetor de visibilidade, capaz de alavancar o produto futebol feminino no continente sul-americano e atrair novos parceiros comerciais. A agenda da Confut continua intensa, com próximas edições programadas para o Rio de Janeiro, em setembro, e Recife, em dezembro, preparando o terreno para a expansão global do debate.









