Iúna (ES) – A nova engrenagem de 48 seleções e oito confrontos rumo à taça transformou a Copa do Mundo de 2026 em uma máquina de moer estatísticas. Com as oitavas de final agendadas para começar neste sábado (4), o torneio sediado por Estados Unidos, México e Canadá já superou marcas que pareciam consolidadas há décadas.
A explosão em números
A primeira fase terminou com 72 partidas, um volume maior que toda a história de qualquer edição anterior. O impacto direto surgiu nas redes. O recorde histórico de 172 gols estabelecido no Catar, em 2022, ruiu ainda na fase de grupos, que registrou 215 gols. Após a primeira rodada de mata-mata, com 16 confrontos decididos, o contador já atinge 257 bolas na rede.
As arquibancadas também registraram marcas inéditas. O recorde de público anterior, pertencente aos Estados Unidos desde 1994 com quase 3,6 milhões de torcedores, ficou para trás. A atual edição ultrapassou os 5 milhões de espectadores nos estádios, sendo 4,6 milhões apenas na fase de grupos. No meio desse gigantismo, o torneio celebrou seu milésimo jogo histórico na goleada de 4 a 0 do Japão sobre a Tunísia.
A nova dinastia dos artilheiros
A corrida pela artilharia histórica dos Mundiais mudou de mãos. O alemão Miroslav Klose, líder com 16 gols, foi empurrado para o terceiro lugar. Lionel Messi chegou a 20 gols (sendo sete em 2026) e Kylian Mbappé alcançou 18 tentos (seis nesta edição). Ambos continuam na disputa.
Os astros de Argentina e França acumulam façanhas paralelas. Mbappé atingiu 10 gols apenas em jogos eliminatórios, um recorde absoluto. Messi, por sua vez, estabeleceu a maior sequência de partidas consecutivas balançando as redes, acumulando oito jogos seguidos com gols desde o torneio anterior. O recorde individual de Just Fontaine, com 13 gols em 1958, ainda parece resguardado.
Mais atrás, Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, tornou-se o único atleta a marcar gols em seis Copas do Mundo diferentes, anotando três gols nesta edição. O português divide com Messi e o goleiro mexicano Guillermo Ochoa a marca de seis Mundiais disputados na carreira.
Defesas e curiosidades estatísticas
Lá atrás, o espanhol Unai Simón alcançou 519 minutos seguidos sem sofrer gols, superando por dois minutos o feito do italiano Walter Zenga em 1990. A contagem desconsidera disputas de pênaltis e prorrogações, e começou após Simón sofrer um gol contra o Japão na Copa anterior. A marca será testada nas oitavas contra Portugal.
A edição também registra 13 vitórias de virada e o maior número de gols contra da história. O egípcio Mohamed Hany anotou contra a própria meta diante da Austrália, quebrando o recorde de 12 gols contra registrado na Rússia em 2018. Foi o segundo gol contra de Hany na competição, bizarrice que não ocorria desde 1966.







