Nova Jersey, Estados Unidos – O gesto de Matheus Cunha, exibindo cinco dedos para o japonês Kento Shiogai após a vitória por 2 a 1 em Houston, na última segunda-feira (29), ainda repercute. O atacante não escondeu o incômodo com as declarações de Shiogai, que dias antes desafiara o peso da camisa brasileira ao afirmar que a equipe “não era como antigamente”. Para Cunha, a postura do adversário careceu de respeito.
O cenário muda de tom, contudo, ao tratar das análises vindas de Lionel Scaloni e Erling Haaland. O técnico argentino e o artilheiro norueguês, próximo rival do Brasil nas oitavas de final neste domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, elevaram a Seleção ao posto de favorita ao título. Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (3), no hotel The Ridge, Cunha admitiu que receber tal reconhecimento de nomes como Haaland é gratificante, mas fez questão de isolar qualquer oba-oba.
O jogador do Manchester United prefere manter os pés no chão. Para ele, o rótulo de favorito não atravessa as linhas laterais nem decide placares. A trajetória brasileira na competição tem sido de superação: após o tropeço na estreia com empate em 1 a 1 contra Marrocos, o time engatou uma sequência positiva com triunfos sobre Haiti, Escócia e Japão. Segundo o vice-artilheiro do Brasil no Mundial, com três gols, a equipe está focada em traduzir o treinamento em campo, ignorando os palpites externos.
Desafios na escalação
A preparação para o embate contra a Noruega enfrenta um obstáculo técnico importante. Lucas Paquetá, lesionado na coxa esquerda durante o confronto com os japoneses, está fora de combate. A vaga em aberto gera especulações, e nomes como Endrick, Danilo Santos, Gabriel Martinelli e Neymar aparecem como alternativas para o esquema de Carlo Ancelotti.
Cunha reconhece que a ausência de Paquetá altera a dinâmica coletiva. Com a saída do meia, o atacante precisará se reinventar taticamente. O camisa 9 explicou que, caso Ancelotti opte por Endrick, seu posicionamento será recuado, atuando mais como um articulador do que como a referência no comando do ataque. A flexibilidade, porém, é encarada com naturalidade. Seja como meia, extremo ou referência na área, o objetivo é garantir que a estrutura do time se mantenha competitiva o suficiente para alcançar a próxima fase do torneio.








