São Paulo (SP) – O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de grande parte da Região Metropolitana de São Paulo, iniciou nesta quarta-feira (1º) sua operação sob estado de alerta. A mudança no status foi formalizada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pelo órgão estadual SP Águas, após o manancial registrar um volume útil de 39,87% na terça-feira (30).
O cenário reflete uma tendência de queda, ainda que gradual. No dia 29 de maio, o nível era de 40,52%. Embora a diminuição fosse prevista pelo início do período seco, o contraste com os números do ano passado é nítido: em junho de 2023, o sistema operava com 47,33%, o que representa um recuo expressivo de 18,7% no volume disponível em apenas doze meses.
Com a entrada na chamada faixa operacional 3, que engloba volumes entre 30% e 40%, o protocolo de gestão muda. A Sabesp recebeu autorização para extrair até 27 metros cúbicos por segundo (m³/s) do complexo. Além disso, a companhia tem permissão para integrar o fluxo utilizando a água remanejada da Usina Hidrelétrica Jaguari, localizada na bacia do Rio Paraíba do Sul.
Uma das ferramentas de controle previstas para esta fase é a Gestão de Demanda Noturna (GDN), que consiste na redução da pressão nas tubulações durante as dez horas de menor movimento nas redes de distribuição. Contudo, essa medida ainda não foi acionada. O protocolo exige que os níveis permaneçam dentro da faixa de alerta por sete dias consecutivos, marca que o sistema ainda não atingiu.
As agências reguladoras, em posicionamento conjunto, reforçaram a necessidade de precaução. O foco das operações atuais recai sobre a mitigação de perdas na rede e o incentivo direto para que a população reavalie o consumo diário. A orientação é que o uso de água seja racionalizado, visando proteger as reservas estratégicas enquanto o ciclo de estiagem perdura.












