Iúna (ES) – Balançar as redes em todos os compromissos de um Mundial é um privilégio destinado a poucos nomes no futebol. Em 2026, Vinícius Júnior pavimenta esse caminho com quatro gols nos três jogos iniciais da Seleção Brasileira. Ele não está sozinho nesta busca por consistência absoluta: o marroquino Ismael Saibari também ostenta o mesmo aproveitamento, inclusive superando Alisson logo na rodada de abertura.
O cenário para esta edição da Copa revela uma safra de atacantes em fase excepcional. Lionel Messi, com cinco gols somados contra Argélia e Áustria, mantém a chama acesa, apesar do histórico de 2022, quando apenas o duelo contra a Polônia escapou de sua contabilidade. Já Erling Haaland e Kylian Mbappé dividem um duelo particular de produtividade: ambos marcaram duas vezes contra Iraque e Senegal. O encontro entre eles nesta sexta-feira (26), pela 3ª rodada do Grupo I, definirá quem mantém o rótulo de artilheiro ininterrupto da chave.
A lista de aspirantes à marca histórica ainda inclui o alemão Deniz Undav, o holandês Crysencio Summerville e o japonês Daichi Kamada. Todos eles chegam à rodada atual com gols anotados em todas as participações. O desafio, contudo, é monumental. Manter o ritmo até o fim da campanha exige uma regularidade que o futebol moderno raramente tolera.
A história da competição registra apenas quatro atletas que conseguiram a proeza de marcar da estreia até o último minuto de sua jornada no torneio. Em 1938, György Sárosi, da Hungria, deixou sua marca em todas as etapas, incluindo a decisão. Doze anos depois, no Brasil, o uruguaio Alcides Ghiggia não apenas marcou em todos os quatro jogos, como imortalizou seu nome ao silenciar o Maracanã aos 34 minutos do segundo tempo da final.
O auge dessa eficiência ocorreu em 1958, com o francês Just Fontaine. Ele encerrou sua participação com 13 gols em seis partidas, sem precisar de um único pênalti. Por fim, em 1970, o brasileiro Jairzinho consolidou o apelido de Furacão da Copa ao anotar gols em todos os seis jogos que levaram o Brasil ao tricampeonato.
Até mesmo Ronaldo, o Fenômeno, provou a complexidade dessa missão em 2002. Embora tenha sido o artilheiro e erguido a taça, o camisa 9 passou em branco justamente contra a Inglaterra, nas quartas de final, ficando às portas desse clube restrito. Para Vini Jr e seus contemporâneos, o teste de fogo é justamente manter a frequência quando a pressão dos mata-matas se torna insustentável.







