Miami, Estados Unidos – O 3 a 0 sobre a Escócia, na última quarta-feira (24), em Miami, serviu para consolidar a ponta do Grupo C, mas, para o capitão Marquinhos, o placar já faz parte do passado. Em uma conversa com jornalistas logo após o apito final, o zagueiro foi direto: a trajetória na Copa do Mundo entra em uma nova fase, onde o erro custa muito mais caro.
O Brasil agora aguarda o desfecho da rodada final do Grupo F, que acontece nesta quinta-feira (25). Holanda, Japão, Suécia ou Tunísia — uma dessas seleções será o obstáculo nas oitavas de final, duelo marcado para a próxima segunda-feira (29), às 14h, em Houston. Marquinhos evitou projetar o adversário, focando no que chama de necessidade de ambição e fome de vitória, conceitos reforçados constantemente pelo técnico Carlo Ancelotti, mesmo quando o time sai de campo vitorioso.
A fase eliminatória, no entender do camisa 4, exige uma mudança de postura. Ele comparou o momento a um recomeço, onde o nível de exigência sobe e os detalhes definem quem permanece na competição. Cada confronto, a partir de agora, é encarado como uma final antecipada.
A liderança da chave trouxe, além da confiança, um alívio prático: a manutenção da logística. A delegação brasileira, que fincou raízes em Nova Jersey, evitou uma viagem desgastante para Monterrey, no México, que seria o destino em caso de segundo lugar. Ao permanecer em solo norte-americano, o grupo mantém a estrutura atual até o fim do torneio, incluindo a final prevista para o dia 19 de julho, que será realizada justamente na base onde o time está concentrado.
Além do impacto coletivo, a partida contra a Escócia marcou um feito pessoal expressivo para o zagueiro. Com o duelo de quarta-feira, Marquinhos alcançou a marca de 108 partidas com a camisa da seleção, consolidando-se como o segundo zagueiro com mais convocações na história, superado apenas por Thiago Silva, que acumula 113 jogos.
Agora, resta ao elenco assimilar as cobranças de Ancelotti e transformar a boa fase da etapa inicial em solidez para os jogos únicos. O zagueiro reforçou que a preferência pela liderança do grupo foi estratégica, pensada exatamente para oferecer as melhores condições de preparação nesta reta final rumo ao objetivo maior.





