A resistência do Irã e as retaliações contra aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico estão pressionando a Casa Branca a encerrar o conflito sem alcançar o objetivo de mudar o regime em Teerã. Essa é a avaliação de especialistas consultados pela Agência Brasil.
Conflito no Golfo Pérsico
O cientista político Ali Ramos destacou que o Irã afetou o sistema de radares dos EUA no Oriente Médio e impôs perdas importantes à cadeia do petróleo global. Os radares afetados eram responsáveis pela interceptação de mísseis iranianos e estavam localizados no Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.
Com a degradação da cobertura satelital e de radar, as baixas aumentam e o tempo de alerta contra mísseis do Irã em Israel diminui. Isso permite que mísseis entrem em Israel sem serem interceptados.
Pressão Internacional
Aliados de Washington no Golfo, como o Catar, passaram a pedir o fim do conflito. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, afirmou que a suspensão dos ataques serviria aos interesses dos povos da região e à paz e segurança internacionais.
Análise de Especialistas
O professor de relações internacionais do Ibmec São Paulo, Alexandre Pires, ponderou que os EUA esperavam conseguir uma troca de regime rápida com o assassinato do líder Supremo Ali Khamenei, mas o Irã apresentou uma resiliência mais forte do que se esperava.
A pressão sobre os mercados do petróleo levou o presidente Donald Trump a relaxar as sanções contra a Rússia para aliviar os preços no mercado global. Isso preocupa os aliados de Trump no mundo e internamente, com o preço do combustível aumentando nos EUA.
Donald Trump disse que não ficou feliz com a escolha do novo líder Supremo do Irã, mas que “é possível” que venha a negociar com Teerã.
Posição de Israel
Para Alexandre Pires, Israel deve resistir a encerrar o conflito para enfraquecer o Irã. No entanto, há um sinal de divisão entre os dois aliados, com falas contraditórias de um lado e de outro.
O Irã conseguiu afetar a cadeia do petróleo ao bloquear o canal comercial do Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz e Golfo de Oman.












