Teerã (Irã) – O Irã atravessa mais de 120 horas com conectividade estagnada em cerca de 1% do normal, segundo a organização de monitoramento NetBlocks. O bloqueio é o segundo imposto pelo regime neste ano e ocorre em meio à maior crise política do país desde a Revolução Islâmica de 1979.
No último sábado (28), o líder supremo Ali Khamenei foi morto em uma operação conjunta dos Estados Unidos e Israel em Teerã. Junto a ele, morreram o ministro da Defesa, o comandante da Guarda Revolucionária e dezenas de outros altos oficiais. Um conselho de três pessoas assumiu temporariamente a liderança do país.
O Irã respondeu com ataques de retaliação a bases americanas e alvos em países do Oriente Médio. O apagão digital acompanha esse cenário de guerra aberta — e ganhou uma dimensão repressiva inédita: operadoras iranianas estão ameaçando usuários que tentem se conectar à internet global com medidas legais.
A reação interna dos iranianos à morte de Khamenei foi dividida, com celebrações em várias cidades e luto em outras. As forças de segurança foram às ruas impedir manifestações. Com o apagão, o regime controla — ao menos em parte — o que é visto e compartilhado dentro e fora do país.











