Ibatiba (ES) – A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Regional de Ibatiba, deflagrou, nesta terça-feira (13), uma operação policial que resultou na prisão preventiva de um homem de 28 anos, líder religioso, investigado pelo crime de estupro de vulnerável no contexto de violência doméstica. A prisão foi realizada no município de Ibatiba, na Região do Caparaó capixaba.
As investigações foram conduzidas com rigor técnico pela equipe policial da unidade e apontaram que os abusos teriam sido praticados contra a namorada do investigado, uma mulher de 27 anos. Segundo apurado, os crimes ocorreram enquanto a vítima estava sob efeito de medicamentos, condição que a impedia de oferecer qualquer tipo de resistência às investidas do suspeito.
De acordo com as informações levantadas durante o inquérito policial, o crime aconteceu no dia 2 de outubro do ano passado. O delegado Hélio Flávio Martins, que responde atualmente pela Delegacia Regional de Ibatiba, destacou a gravidade da situação revelada ao longo da investigação.
“O inquérito destacou ainda que os atos libidinosos eram praticados na mesma cama onde dormia o filho menor de idade da vítima, demonstrando total desprezo pela dignidade da mulher e pela proteção da criança”, afirmou o delegado.
Diante da gravidade dos fatos e da consistência das provas reunidas ao longo das diligências, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito. A medida teve parecer favorável do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e foi deferida de forma célere pelo Poder Judiciário da Comarca de Ibatiba.
“A decisão judicial reforça a importância da atuação integrada entre a Polícia Civil, o Ministério Público e o Judiciário, garantindo a retirada do agressor do convívio social e a proteção da vítima”, ressaltou o delegado Hélio Flávio Martins.
Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. O caso tramita sob segredo de justiça, conforme determina a legislação vigente.
A Polícia Civil reforça que os nomes dos envolvidos e o bairro onde os fatos ocorreram não estão sendo divulgados para preservar a identidade da vítima e da criança, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).







