O Espírito Santo conquistou sete empreendimentos no Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026 (LRCAP), realizado na quarta-feira (18). Os vencedores capixabas totalizam aproximadamente 1.380 megawatts (MW) de potência instalada em usinas termoelétricas a gás natural, reforçando o protagonismo estadual no setor energético nacional.
Entre os projetos recontratados para operação já em agosto deste ano estão as Usinas Termelétricas Luiz Oscar Rodrigues de Melo, com 240 MW, Povoação 1, com 74,96 MW, e Viana 1, com 37,48 MW. Todas receberam renovação de contrato por mais dez anos.
Além desses, quatro empreendimentos novos também foram contratados. As usinas São Mateus I e São Mateus II, de 41,2 MW cada, iniciarão operação em outubro de 2028. As grandes termoelétricas Presidente Kennedy I e Presidente Kennedy II, ambas com 441,62 MW, começarão o fornecimento em agosto de 2031. Esses quatro projetos foram contratados por 15 anos.
Ambiente favorável para investimentos
Dois dias antes do leilão, a Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP) aprovou a Resolução nº 101, que definiu a tabela tarifária para o segmento termoelétrico estadual. Essa medida influenciou diretamente a competitividade dos projetos capixabas ao estabelecer custos mais previsíveis.
Para Alexandre Ventorim, diretor-presidente da ARSP, o resultado demonstra como uma regulação técnica e previsível atrai investimentos de longo prazo. “Quando a regulação atua com segurança jurídica e sensibilidade às necessidades do mercado, contribui concretamente para ampliar a competitividade do Espírito Santo”, afirmou.
Impacto econômico
Em leilões dessa natureza, a estrutura de custos é decisiva. O gás natural representa um dos principais componentes econômicos da geração térmica, e a definição tarifária aprovada pela agência criou um ambiente mais competitivo para a participação capixaba.
O leilão contratou 18,97 gigawatts de potência total, com predominância de usinas a gás natural entre os vencedores em diferentes modalidades. Esse resultado reforça o papel estratégico dessa fonte para a segurança energética do país nos próximos anos.











