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O legado póstumo: Reflexões sobre o reconhecimento além da vida

Este fenômeno, embora não universal, é suficientemente comum para provocar uma reflexão profunda sobre os valores e percepções sociais que regem nosso reconhecimento dos feitos humanos.

Fabiano de Abreu Agrela Por Fabiano de Abreu Agrela
Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2024
Em Palavra Aberta, Papo Solto
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Em um mundo onde o imediatismo e a visibilidade instantânea parecem dominar, surge uma paradoxal observação: os feitos de muitas pessoas ganham verdadeiro reconhecimento apenas após sua morte. Este fenômeno, embora não universal, é suficientemente comum para provocar uma reflexão profunda sobre os valores e percepções sociais que regem nosso reconhecimento dos feitos humanos.

O primeiro ponto a ser considerado é a natureza da memória e do legado. Durante a vida, as ações e realizações de uma pessoa são frequentemente ofuscadas por controvérsias, política, ou simplesmente pelo ruído constante da sociedade contemporânea. Após a morte, no entanto, há uma tendência a separar a pessoa de seu contexto imediato, permitindo que suas realizações sejam vistas em uma luz mais clara e, muitas vezes, mais favorável. Esse distanciamento pode levar a uma apreciação mais sincera e menos influenciada pelas complexidades da vida cotidiana.

Além disso, o fenômeno pode ser parcialmente explicado pela psicologia do “ego social”. Vivemos em uma era onde o ego, muitas vezes nutrido pelas redes sociais e pela cultura do espetáculo, desempenha um papel significativo na forma como percebemos os outros e a nós mesmos. O reconhecimento póstumo pode ser uma forma de reconciliação, onde a sociedade coletivamente “dá o braço a torcer”, admitindo o valor das contribuições de alguém sem a ameaça do ego ou da competição.

Interessantemente, isso levanta questões sobre a natureza da valorização e do reconhecimento. Estamos treinados a acreditar e valorizar o que não podemos ver, o que é imortalizado e eternizado pela morte. A morte, em sua finalidade absoluta, elimina a possibilidade de mudança e evolução, fixando uma pessoa e suas ações no tempo. Isso pode criar uma forma de idealização que raramente é alcançável na vida.

Finalmente, este fenômeno serve como um lembrete para valorizar e reconhecer as contribuições das pessoas enquanto elas estão vivas. Existe uma beleza e uma importância fundamental em celebrar as realizações e o impacto das pessoas em tempo real, reconhecendo que a apreciação não precisa esperar até que seja tarde demais.

Em resumo, o reconhecimento póstumo é um reflexo de como a sociedade constrói e entende o legado e o valor humano. Ele nos desafia a pensar sobre como valorizamos os outros e suas contribuições, tanto na presença quanto na ausência, e nos lembra da importância de celebrar os feitos e o impacto das pessoas aqui e agora.

Tags: alémColunascotidianodálegadoopóstumo:Reconhecimentoreflexõessobrevida
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Fabiano de Abreu Agrela

Fabiano de Abreu Agrela

Doutor e Mestre em Psicologia da Saúde pela Université Libre des Sciences de L'Homme de Paris, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde com ênfase em Psicologia e Neurociência pela Emil Brunner World University, Mestre em Psicanálise Freudiana e Lacaniana pelo Instituto e Faculdade Gaio, Especialização em Propriedades Elétricas dos Neurônios em Harvard, Especialização em Nutrição Clínica pela TrainingHouse, Pós Graduação em Neuropsicologia pela Cognos, Pós Graduação em Neurociência pela Faveni. Neurocientista, Neuropsicólogo, Psicólogo, Psicanalista, Jornalista e Filósofo integrante da SPN - Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC - Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS - Federation of European Neuroscience Societies - PT 30079. Registro e currículo como pesquisador no Brasil: http://lattes.cnpq.br/1428461891222558 Registro e currículo como pesquisador e cientista em Portugal: https://www.cienciavitae.pt//pt/8316-38CC-0664 https://www.doctoralia.com.br/fabiano-de-abreu/psicanalista/rio-de-janeiro

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