O Espírito Santo segue como um dos principais polos cacaueiros do país. Nesta quinta-feira (26), quando se celebra o Dia Nacional do Cacau, o Estado mantém a terceira posição no ranking nacional, respondendo por aproximadamente 4,1% de toda a produção brasileira. O município de Linhares lidera de forma expressiva, com 8.321 toneladas, o que representa 68,4% da produção estadual.
Os números de 2024 revelam o desempenho robusto do setor. O Espírito Santo produziu 12.166 toneladas de cacau em amêndoa, utilizando uma área colhida de 15.784 hectares. A produtividade alcançou 771 quilos por hectare, marca que reflete uma transformação impressionante quando comparada ao resultado de 2014, quando era de apenas 195 quilos por hectare. Esse crescimento de aproximadamente 295% em dez anos resulta de avanços tecnológicos, melhoramento genético e práticas mais eficientes de manejo.
Além de Linhares, outros municípios consolidam a importância da cultura na região. Colatina produziu 584 toneladas, Rio Bananal 543 toneladas, São Mateus 542 toneladas e Águia Branca 232 toneladas. No total, o cacau está presente em 49 municípios capixabas e envolve cerca de 2.806 estabelecimentos produtores, sendo 69% deles ligados à agricultura familiar.
Importância econômica e social
O Valor Bruto da Produção chegou a R$ 543,5 milhões em 2024, demonstrando o peso econômico da atividade para o Estado. Para 2025, a expectativa é de crescimento de 6%, com produção projetada em 12.898 toneladas. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, os avanços refletem investimento em tecnologia, pesquisa e assistência técnica, gerando renda e fortalecendo a agricultura familiar.
Protagonismo feminino na cacauicultura
O projeto Mulheres do Cacau amplia a participação das produtoras, oferecendo capacitação e acesso a tecnologias. Em 2025, a iniciativa atendeu 45 mulheres dos municípios de Linhares, Rio Bananal, Colatina, São Roque do Canaã e Santa Teresa, consolidando o protagonismo feminino na cadeia produtiva capixaba.












