O que fazer quando a crise não passa? Quando o silêncio de Deus pesa mais do que qualquer resposta? É a partir dessas perguntas que o Pastor e Psicólogo Vanderlei Messias construiu sua mais nova obra: “Tempestades da Nossa Vida”.
Com uma trajetória que transita entre o consultório e o altar, Vanderlei traz uma perspectiva única — unindo a ciência da mente à profundidade das Escrituras para tratar de um dos temas mais urgentes da vida cristã: como atravessar o caos sem desperdiçar a lição que ele carrega.
Nesta entrevista exclusiva para o lançamento do livro, ele nos revela por que algumas tempestades não são do inimigo, mas agendas do Alto. Fala sobre o peso do silêncio divino, a diferença entre crer e confiar, e como quem sobrevive a um naufrágio espiritual pode se tornar o maior instrumento de resgate para outras vidas.
Uma conversa honesta, profunda e necessária — para quem está no meio da tormenta e para quem já aprendeu a navegar.
Vanderlei, o que motivou você a escrever “Tempestades da Nossa Vida”?
Muitas pessoas chegam ao meu consultório ou ao altar com a mesma angústia: “Por que essa tempestade não passa?”. O senso comum nos ensina a atribuir toda crise ao inimigo, mas a Teologia nos mostra algo mais profundo. Existem tempestades que não são acidentes de percurso — são agendas divinas. São eventos marcados no cronograma do Alto para nos desinstalar do conforto e nos forjar para o propósito.
Qual é o maior erro que cometemos ao enfrentar uma crise pessoal?
O maior erro é o desperdício da dor. Psicologicamente, nossa tendência é o mecanismo de fuga: queremos que o desconforto acabe logo. Teologicamente, se fugimos antes do tempo, perdemos a lição. A tempestade é pedagógica. Deus não é um sádico que se diverte com o nosso sofrimento — Ele é um Mestre que utiliza o cenário do caos para forjar um caráter que o conforto jamais produziria. Se você focar apenas em fazer a chuva parar, pode esquecer de aprender a navegar.
O livro dedica um olhar especial ao “Silêncio de Deus”. Como diferenciar o silêncio de Deus do abandono?
Essa é uma linha tênue na mente de quem sofre. O abandono é ausência de cuidado; o silêncio de Deus é o ápice do cultivo. Como psicólogo, entendo que o silêncio gera angústia porque perdemos o controle do diálogo. Mas, como teólogo, vejo que o “Capitão do Barco” muitas vezes cala para que possamos ouvir o barulho do nosso próprio coração sendo transformado. O silêncio não é punição, é preparação. Deus só fica em silêncio quando o que Ele está fazendo é tão profundo que palavras não bastariam para explicar.
Você faz uma distinção interessante entre “cristão” e “crente”. O que isso significa na prática?
É um tópico que pode ser desconfortável para alguns, mas necessário. Analiso a igreja atual e a dificuldade que muitos têm de “ir e voltar” transformados. Ser um crente é aceitar um dogma; ser um cristão é carregar a natureza de Cristo na crise. A tempestade separa quem apenas crê de quem realmente confia.
O subtítulo da obra sugere que a cura gera missão. Como você vê o papel do “sobrevivente” na igreja de hoje?
Esse é o meu tópico favorito: a transição de Náufrago para Âncora. O verdadeiro diferencial do cristão não é não sofrer, mas sim o que ele faz com a marca da cicatriz. Quando você sobrevive a uma tempestade com Deus, você recebe uma nova autoridade — a autoridade de quem sabe o caminho de volta. Você passa a identificar quem está passando pelo mesmo problema que você enfrentou. Ali nasce o verdadeiro Missionário do Ide. Você não prega apenas o que leu, mas o que sobreviveu. Você se torna o porto seguro para quem ainda está lutando contra as ondas.
O que você quer que o leitor leve consigo ao fechar o livro?
Se você sente que as ondas estão altas demais, não olhe para a água — olhe para Quem está no barco. A bonança não é a falta de chuva, é a presença do Capitão. Escrevi este livro para que você entenda que não está apenas tentando não afundar; você está sendo preparado para o seu maior chamado. Quem sobrevive ao mar revolto torna-se, inevitavelmente, um especialista em esperança.
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