O câncer de colo do útero segue como a terceira neoplasia mais comum entre mulheres no Brasil, e o Espírito Santo acompanha esse cenário. Durante março, a campanha “Março Lilás” reforça a importância da prevenção e do combate à doença. O Dia Mundial do Câncer de Colo do Útero é lembrado no dia 26 de março, e a Secretaria da Saúde estadual (Sesa) destaca a vacinação como uma das principais armas contra o problema.
O câncer de colo do útero é um tumor que se desenvolve na parte inferior do útero, chamada colo, localizada no fundo da vagina. A doença resulta de uma infecção pelo vírus HPV (Papilomavírus Humano), transmitido durante relações sexuais. A maioria das pessoas entra em contato com o vírus ao longo da vida, mas o organismo consegue eliminá-lo naturalmente na maioria dos casos. Quando a infecção persiste por anos, podem surgir lesões que, sem tratamento, evoluem para câncer.
Vacinação como prevenção principal
Segundo Christiani Pontara Faé, referência em Saúde da Mulher da Sesa, a vacinação contra HPV oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de grupos especiais, é estratégia fundamental na prevenção primária. O uso de preservativos também é essencial. “A vacinação profilática e a utilização de preservativos durante a relação sexual são considerados os métodos de prevenção primária a esta doença”, explicou.
Exames de detecção precoce
A prevenção secundária conta com exames de rastreio no colo uterino, realizados por meio do Papanicolau ou do teste molecular de PCR para HPV. O Ministério da Saúde recomenda o Papanicolau para mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. Após dois exames negativos realizados em intervalo anual, o exame passa a ser feito a cada três anos e é descontinuado em mulheres acima de 65 anos ou naquelas submetidas à histerectomia por doenças benignas.
O exame Papanicolau é ofertado gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, realizado por enfermeiros capacitados. Christiani Pontara Faé reforçou que mulheres devem manter os exames de rotina no SUS para prevenir, detectar cedo e tratar a doença.
Novas diretrizes em 2025
O Ministério da Saúde atualizou em 2025 as diretrizes para rastreamento do câncer de colo do útero, oficializando a incorporação do teste molecular de DNA-HPV ao SUS. A nova estratégia prevê substituição gradual do Papanicolau pelo teste molecular, além do aumento no intervalo entre coletas para até cinco anos em casos de resultados negativos para o vírus.













