O Espírito Santo apresentou o Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (PCTI-ES) em evento realizado no Palácio Anchieta, em Vitória. O documento é resultado de uma parceria entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos.
A elaboração do plano contou com um processo participativo aberto que incluiu escutas qualificadas e oficinas territoriais envolvendo representantes da academia, setor público, iniciativa privada e sociedade civil. O governador Renato Casagrande destacou que se trata do primeiro plano do país nessa configuração, consolidando uma política que já gera resultados e coloca o Estado como referência em inovação no Brasil.
“Estamos mudando o perfil de desenvolvimento, atraindo startups, gerando emprego e renda e, principalmente, promovendo inovação para que não sejamos apenas consumidores de tecnologia, mas também produtores”, afirmou o governador.
O plano funciona como instrumento orientador das políticas públicas, investimentos e ações voltadas ao avanço científico e tecnológico no Estado, alinhado ao Planejamento Estratégico do Governo Estadual. Para o secretário Bruno Lamas, o evento marca um novo momento com planejamento estruturado e participação da sociedade.
Investimentos anunciados
Na ocasião, o diretor-geral da Fapes, Rodrigo Varejão, apresentou resultados recentes e anunciou a abertura de novos editais de fomento. O edital Nova Economia Capixaba 2026 vai investir mais de R$ 40 milhões em projetos de inovação desenvolvidos por empresas capixabas. Paralelamente, o edital Dr. Empreendedor, inédito, disponibilizará R$ 10,6 milhões para apoiar doutores que desejam transformar conhecimento científico em soluções inovadoras e novos negócios.
Adriana Badaró, representante do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, ressaltou o caráter integrativo do trabalho realizado. “Buscamos integrar diferentes visões da academia, do setor produtivo, do poder público e da sociedade civil para consolidar um documento que não apenas retrata a realidade do Estado, mas aponta caminhos concretos para o futuro”, explicou.













