O Espírito Santo começou a expandir seu programa de triagem neonatal nesta quarta-feira (25), incluindo a detecção de mais doenças graves em recém-nascidos. A ampliação, anunciada na sede da APAE, segue a Lei Federal nº 14.154/2021 e passa a rastrear patologias das Etapas IV e V do Programa Nacional de Triagem Neonatal.
Com a mudança, o estado agora identifica doenças como a Atrofia Muscular Espinhal (AME), a Imunodeficiência Combinada Grave (SCID) e a Agamaglobulinemia. O investimento estadual será de R$ 269.681,67 mensais, chegando a R$ 3,2 milhões anuais. A detecção precoce dessas condições permite iniciar o tratamento imediatamente, reduzindo riscos, sequelas e morte infantil.
O teste do pezinho ampliado
O programa de triagem neonatal, conhecido popularmente como “teste do pezinho”, é considerado uma das estratégias mais eficazes de saúde pública para evitar complicações sérias. Apesar da lei federal prever a expansão em todo o país, o Ministério da Saúde financia apenas a Etapa I, que detecta seis doenças. O Espírito Santo então assumiu esse custo com recursos próprios.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, a iniciativa vai além do diagnóstico. “Estamos estruturando toda a linha de cuidado, garantindo acesso às terapias disponíveis no Sistema Único de Saúde, de forma oportuna e segura para as famílias capixabas”, afirmou.
Compromisso com crianças capixabas
O anúncio foi feito durante o Congresso Nacional do Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal, entre 21 e 23 de novembro. Hoffmann reforçou que a medida garante que nenhuma criança fique sem oportunidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado.
O governador Renato Casagrande também participou remotamente do evento, destacando que quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de tratamento eficaz e de sobrevida, impactando diretamente na qualidade de vida das crianças e suas famílias.
A implementação envolveu planejamento técnico e diálogo com a sociedade. Desde 2024, equipes da Secretaria de Saúde visitaram centros de referência, como o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Universidade Federal de Minas Gerais, para estruturar um fluxo laboratorial eficiente e sustentável.










