A segunda edição do Encontro ES 500 Anos reuniu cerca de 450 participantes no Palácio Anchieta, em Vitória, na última segunda-feira (09).
O evento focou em apresentar os avanços do Plano ES 500 Anos desde sua entrega à sociedade, em julho de 2025, e debater a qualificação profissional para o futuro do estado.
Estrutura e metas do plano
O Plano ES 500 Anos é um robusto planejamento de longo prazo, desenhado para guiar o desenvolvimento do Espírito Santo até 2035.
Ele estabelece 31 metas claras, com prazos definidos e foco em resultados mensuráveis, organizadas em cinco missões estratégicas e transversais.
Desde seu lançamento, o plano opera sob uma governança compartilhada, envolvendo ativamente os quatro pilares da sociedade: setor público, privado, sociedade civil e academia.
Juntos, estes setores compõem o Conselho de Líderes, a Secretaria-Geral e a Assembleia do Plano, além de núcleos de apoio e arenas de participação.
As cinco missões estratégicas são:
- Economia Inovadora, Diversificada e Sustentável
- Polo de Competências
- Cuidado Integral
- Sustentabilidade e Resiliência Climática
- ES Ágil e Inteligente
A estrutura de governança e a metodologia foram detalhadas por Débora Macedo, secretária-geral do ES 500 Anos, e a economista Silvia Varejão.
Atualmente, as coordenações das missões estão organizando cerca de 400 iniciativas estruturantes, disponíveis no Observatório do ES 500 Anos, uma plataforma lançada em dezembro de 2025 no site oficial.
Engajamento dos setores
Lideranças de diversos segmentos reforçaram o compromisso com o plano. Álvaro Duboc, secretário de Estado de Economia e Planejamento, enfatizou que o ES 500 Anos é um “projeto de Estado, não de governo”.
Ele sublinhou a necessidade de participação social, transparência e corresponsabilidade para construir o Espírito Santo desejado pelas próximas gerações.
Fernando Saliba, diretor-presidente do ES em Ação, pelo setor produtivo, destacou que a sociedade se apropriou de um “plano vivo”, capaz de se adaptar às mudanças.
Para ele, um planejamento de longo prazo só é efetivo se for construído e vivenciado por toda a sociedade, indo além de governos.
Vanderson Pedruzzi, da Federação das Apaes, representando a sociedade civil, ressaltou a importância de ações concretas que impactem a vida dos capixabas.
O objetivo é um estado mais inclusivo, que atenda às necessidades das pessoas na ponta, gerando um impacto real.
Alexandre Theodoro, reitor da Faesa, pela academia, apontou o desafio da qualificação da mão de obra.
Ele frisou que o propósito de um futuro melhor move a construção e o debate de um planejamento estratégico de longo prazo como o ES 500 Anos.











