Ibatiba (ES) – O início do ano letivo de 2026 em Ibatiba tem sido marcado por uma série de problemas no transporte escolar, incluindo dois acidentes com ônibus, uma linha que não completa o percurso há mais de um ano e 10 crianças ficando sem aula por falta de veículo adequado. A maioria dos problemas está concentrada na responsabilidade da empresa Serrana.
Dois acidentes logo no início
A vereadora Marli Tiengo do Carmo Faria (MDB) relatou que houve mudança na gestão do transporte escolar, que passou a ser dividido: 50% para Serrana e 50% para Cruz (Ecco).
“Tivemos um ônibus no Rodrigues que saiu fora da estrada e em Santa Maria o ônibus também saiu e bateu na cerca”, informou a parlamentar, demonstrando preocupação com a segurança dos estudantes.
10 crianças sem aula em Santa Clara
Um dos problemas mais graves foi denunciado durante a sessão. “Santa Clara dos Onofres, recebi várias mensagens ontem e hoje que está faltando carro”, informou um parlamentar.
O problema é que a empresa usa uma Kombi, veículo insuficiente para a demanda. “A Coop Serrana precisa providenciar um carro maior, pois lá é uma Kombi e estão ficando 10 crianças sem estudar na escola Adelaide, que é de Santa Clara, devido à falta do transporte”, detalhou. O vereador Sidmar (Novo) também confirmou o problema e cobrou solução urgente.
Linha do Alto dos Almeidas incompleta há mais de 1 ano
O vereador Ivanito (PP) denunciou um problema que se arrasta desde 2024. “O responsável por aquela linha está tendo esse problema desde o ano passado”, afirmou.
Ivanito detalhou: “Não chega só na fazenda, vai até lá em cima buscar os alunos quando a estrada está boa”. Ou seja, o ônibus está parando antes do ponto final previsto, deixando alunos sem transporte.
Durante o discurso, o vereador questionou qual empresa seria responsável. “Quero saber da pessoa responsável por aquela linha, se é a Cruz ou se é a Serrana”, perguntou. A vereadora Marli esclareceu que a responsabilidade é da Serrana. Ivanito pediu que “comuniquem a pessoa responsável por aquela linha para fazer aquela linha até o final”.
Vários vereadores receberam cobranças
O problema do Alto dos Almeidas gerou reclamações generalizadas. “Os moradores estão cobrando. Eu já fui cobrado, Marli já foi cobrada, não sei se o vereador Vitor foi cobrado”, relatou Ivanito, demonstrando que a situação está mobilizando vários parlamentares.
Problemas em outras comunidades
Marli também relatou problemas em outras localidades. “Recebemos muitas reclamações de que os alunos não estão sendo buscados ou que não há carro suficiente. Santa Clara dos Onofres e Alto Inês são comunidades com dificuldades no transporte”, disse.
Secretário promete regularização
Após receber as reclamações, Marli procurou o secretário de educação. “O secretário me garantiu que ia resolver hoje e agora à tarde mandou mensagem dizendo que essas falhas foram corrigidas”, relatou a vereadora durante a sessão.
Segundo Marli, as falhas estavam ocorrendo na responsabilidade da linha Serrana, e não da empresa Ecco. “Se eu estiver errada, que me perdoem, mas não era responsabilidade da empresa Ecco”, disse.
“Prefeito não sabe disso”
Ivanito fez questão de defender o prefeito sobre o problema do transporte. “Tenho certeza absoluta de que o prefeito não sabe disso. Não sabe disso”, declarou. Por isso, direcionou a cobrança ao secretário de educação: “E aí quero cobrar do secretário de educação”.
Postura firme dos vereadores
Ivanito foi categórico sobre a necessidade de solução imediata. “Por favor, não podemos aceitar o que está acontecendo, porque tivemos muito problema no transporte escolar”, alertou.
O parlamentar ampliou o apelo para todas as comunidades: “Estão começando o ano escolar. Precisamos que esse transporte escolar, seja de Santa Clara, de Criciúma, de todas as comunidades, não deixe aluno para trás”.
Garantias do secretário
Segundo informações repassadas pelos vereadores, o secretário de educação garantiu que vai “legalizar tudo” e que “nenhum aluno ficará sem transporte escolar”.
Porém, as denúncias durante a própria sessão – algumas em tempo real – demonstram que o sistema ainda enfrenta ajustes significativos neste início de ano letivo.
Concentração de problemas na Serrana
A concentração dos problemas na empresa Serrana levanta questões sobre a capacidade operacional e a adequação da frota disponibilizada pela empresa para atender à demanda do município. A divisão 50/50 entre Serrana e Cruz (Ecco) foi uma mudança implementada neste ano, e os problemas parecem estar concentrados justamente na parte sob responsabilidade da Serrana.








