O Ministério da Fazenda trouxe boas notícias sobre as expectativas do mercado para a economia do país. Através da Secretaria de Política Econômica (SPE), foi divulgado nesta sexta-feira (13/2) o Prisma Fiscal de fevereiro de 2026, relatório que reúne as projeções de especialistas e instituições financeiras sobre os principais números da economia.
O levantamento mostra previsões tanto para o ano completo de 2026 e 2027, quanto para os próximos meses (fevereiro, março e abril). A novidade positiva é que várias projeções melhoraram em comparação com o mês anterior, sinalizando otimismo maior dos analistas.
Entre os indicadores que tiveram revisão para cima estão: arrecadação dos tributos federais, receita líquida do governo, resultado primário (diferença entre receitas e despesas), resultado nominal, Dívida Bruta do Governo Geral, valor total do PIB e até a inflação teve previsão reduzida.
Quando se olha apenas para o curtíssimo prazo, as melhorias também aparecem. As estimativas para o mês de fevereiro ficaram mais favoráveis em quesitos como arrecadação tributária, resultado das contas públicas, inflação e taxa de desemprego — esta última medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo IBGE.
Inflação deve ficar menor que o previsto
No quesito preços, o mercado reduziu a expectativa de inflação anual. Pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), os analistas agora trabalham com alta de 4,02% para todo o ano de 2026, número inferior aos 4,17% previstos no relatório de janeiro.
Para o mês de fevereiro especificamente, a previsão de inflação também caiu: agora está em 0,50%, enquanto antes era de 0,55%. Já a taxa de desemprego de fevereiro deve ficar em 5,90%, segundo as novas projeções, melhor que os 5,95% estimados anteriormente.
Déficit público deve ser menor
Outro dado relevante é a revisão do rombo nas contas do governo federal. O mercado agora prevê que o déficit primário do Governo Central em 2026 será de R$ 68,206 bilhões — uma redução em relação aos R$ 72,400 bilhões projetados no mês passado. Isso significa que a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta (sem contar juros da dívida) será menor do que se imaginava.
PIB mais robusto e dívida mais controlada
A economia brasileira também deve crescer um pouco mais do que se esperava. O PIB nominal — que representa toda a riqueza produzida no país durante o ano, em valores correntes — foi revisado para R$ 13,489 trilhões em 2026. No levantamento anterior, a projeção era de R$ 13,447 trilhões.
Por fim, há avanço também na perspectiva sobre a dívida pública. O mercado melhorou suas expectativas em relação à Dívida Bruta do Governo Geral e agora projeta que ela chegará a 83,48% do PIB ao fim de 2026. Em janeiro, essa proporção estava estimada em 83,70%, o que representa uma melhora no controle do endividamento público.











